sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

♫ Então é natal, e um ano novo, também...♪

Estava querendo escrever algo otimista como sugere as ocasiões da época, mas, começando com esse título não pude deixar de lembrar o desastre escatológico que é a Simone para com a música alheia. Ainda mais com essa, que já não é nenhuma obra-prima, é como chutar um morto. Também, o que esperar de alguém que cria um sotaque para si mesma? (Descobri esses dias que quem a "lançou" foi Chico Buarque, fiquei boba com isso! Tudo bem, descobri um defeito nele!).
Pois é, mais um ano findo! Pode deixar, vou poupá-los de uma retrospectiva insípida e pessimista e me ater às comemorações que é o que me fazem gostar do mês de dezembro, "deixando a profundidade de lado". Gosto da leveza que isso proporciona aos ambientes, ainda que condicionada (a leveza) por uma maioria que serve-se da ilusão ou da tradição ou, simplesmente, da esperança. Gosto das confraternizações, ainda mais quando dou importância às pessoas que gosto e não às non gratas, ao contrário de outras épocas. Gosto de dar e receber presentes, embora dar tenha se tornado cada vez mais raro, não suporto shoppings e feiras, ainda mais com a euforia causada pelo 13º salário!  Mas também acho uma tremenda hipocrisia recriminar o comércio da época, uma daquelas opiniões em massa que a maioria nem sabe do que/por que fala! (Muito bom isso, aquelas respostas prontas, opinião de alguém, em algum lugar do passado e que foi aprovada pelo crivo "exigente" do povo! "Por que você não gosta do Natal?". E a resposta, com cara de conteúdo: "Trata-se de uma data comercial, blablabla..."). Economizem meu sentido auditivo! E as comidas? Tudo bem que eu raramente ceio, acabo dando mais importância aos bebes que aos comes, mas me contento com o almoço dos dias seguintes, uma semana comendo peru com farofa! E gosto da oportunidade de estar com os meus, já que outras ocasiões para isto são as festinhas dos filhinhos dos meus primos, coisa que deixo para a paciência de minha irmã representar.
Meu Natal em família este ano foi simples, terno e divertido, como sempre é, graças à bela família que Deus me deu. E este ano ainda fui o assunto da noite, por ter entrado na festa errada antes de achar a casa da minha prima! Vou eu, com um peru enorme nas mãos, adentrando a casa alheia e dando boa noite àqueles rostos nem um pouco familiares, mas, como sou o protótipo divino da lerdeza, achei que pudessem ser esposos (as) de fulano (a), ou amigos dos donos da casa. Meu cunhado atrás, pedindo pro povo sair da frente, pois o que ele trazia estava pesado e minha mãe perguntando "você é quem mesmo?". Ai, Jésus, que mico natalino! Quando o mal entendido foi desvendado, não tive coragem de ir à cozinha buscar meu peru de volta, fiquei ocre de vergonha (sim, fui até a cozinha da casa, faltei visitar os quartos à procura de uma cara conhecida). Mas rimos muito quando fui representar pra galera minha entrada esbanjando simpatia na casa do vizinho!
É isso, espero que todos tenham tido a noite feliz que esperavam, com a ilusão, a tradição ou a esperança que faz com que o fim do ano tenha essa cara de recomeço, e que a tenham tido também os que não esperavam nada além de uma noite como outra qualquer! E um ótimo recomeço para os que assim enxergam e para os que por isso optaram e um caminho cheio de surpresas boas aos que prosseguem sua jornada sem esta pausa para a fantasia!!!

"A luz começa na boa vontade da alma - e dos olhos!" - Drummond

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

♫ E é tão bom não ser divina...♪

Estou morrendo de preguiça de escrever aqui... Mas, ao mesmo tempo, preciso desabafar minha intransigência aflorada, nem sei por quê, não estou de TPM, me livrei de algumas malas estragadas graças ao recesso natalino esta semana e não deixei de tomar a pílula branca da serenidade. As orações também estão em dia, as velas, os incensos, a meditação, a terapia, Maracujina, camomila, Florais de Bach, arruda, pé de pato, mangalô, enfim, não sei o que me deixou tão... mula assim! (Um amigo no trabalho me chamou de Seu Lunga... Quem não conhece, pesquise no google, please.).
Talvez seja a quantidade fenomenal de idiotices que a gente recebe por e-mail, muito especialmente nesta época do ano. Não, isso não me tiraria do sério, até porque necessito de material para me inspirar a vir aqui. [Desde já, não é nada pessoal, podem mandar o que quiser, leio se quiser também, e vocês nunca saberão meu limite (in) suportável. (Já escrevi isso hoje...)]. Mas, falemos sério, não aguento mais "feliznataleprósperoanonovo", não dá pra, pelo menos, mudar a frase? Ninguém usa a palavra "próspero", aí em dezembro todo mundo lembra do pobre vocábulo! Tá bom, a maioria nem deve saber o que está dizendo mesmo.
Tem um "cartão" de natal com uns 15 caras com aparente excesso de testosterona, vestidos com uma tanga ridícula (não sei em que categoria está aquilo, cueca, calcinha ou tapa-sexo), gravatinha borboleta vermelha e gorrinho de Papai Noel, que já recebi umas 30 vezes, sempre de mulheres. Acharia mais condizente receber de amigos gays, pois a foto é boiolíssima! Desculpem, meninas, mas aquilo me deprime, e nem é por lembrar que estou em coma sexual não! Outro que também já está na casa das dezenas em minha caixa de entrada é um que "renova o contrato de amizade até 2011", usando um leãozinho igualmente afeminado como símbolo! Teve um petulante que queria renovar até 2050! Meu, não aguento nem a mim mesma por tanto tempo!
Mas o mais interessante foi um falando sobre o sucesso dos pacotes turísticos para URSINHOS DE PELÚCIA DAS DONAS DE CASA INGLESAS! JURO QUE NÃO ESTOU LOUCA, EU RELI O TROÇO UMAS 14 VEZES PRA VER ONDE ESTAVA A PEGADINHA! Não tinha pegadinha, a agência, que deve ser do mesmo dono da fábrica que faz absorvente calmante e papel higiênico vitaminado, oferece excursão para bichinhos de pelúcia estressados (VTNC!). Ainda bem que não tenho um, pois fiquei com ódio até deles depois de ler isso. Das 50 donas de casa que deram férias pros seus bichinhos (pelo que entendi, eles vão sozinhos, deve ser tipo Colônia de Férias!) nem vou dizer o que senti, tenho receio de desejar algo assim pra alguém e a justiça divina me condenar ao limbo. Fora o preconceito, eles só falam em ursinhos de pelúcia. E os outros bichinhos? Senti uma certa compaixão pelo Shoppenhauer, meu pinguim felpudo... Mas já disse pra ele não ficar chateado, ele vai comigo para o show do U2!
Pois é, e depois disso concluo que minha amiga bruxa da vassoura musical está certa, vou parar de perseverar em busca da serenidade e aceitar que eu jamais serei assim, e, além de sócia da Ambev e da Souza Cruz, vou acabar sócia do laboratório que fabrica o Rivotril e terminar num hospital, caso continue tentando abstrair a falta de noção alheia. Isso embola dentro da gente e vira umas bolinhas chamadas de tumor!
E ninguém precisa concordar comigo!

"Quem se diz muito perfeito, na certa encontrou um jeito insosso pra não ser de carne e osso!"

sábado, 11 de dezembro de 2010

♫ "Tempo, mano velho, falta um tanto pra você correr macio..." ♫

Um belo dia mormaçado na capital federal: nublado e quente!
Primeiramente gostaria de agradecer à Santa Luzia, padroeira dos olhos, por ainda estar enxergando! É que, depois de tempos, fui a uma boate essa semana. Meu, não adianta insistir, aposentei pra certos tipos de balada (tinha escrito 'programa', na 'minha época' se falava assim e balada era apenas uma canção romântica... vários sinais da inexorabilidade - ufa! - do tempo!). E olha que ainda me considero no botão da idade! Mas o organismo é o mensageiro do tempo, numa hora dessas, é ele quem lembra que não tenho mais vinte e poucos anos.
Enfim, não sei como saí daquele lugar enxergando! Achei que aquela visão das pessoas em flashes fosse me cegar! Parecia aquelas cenas confusas nos filmes, em que a pessoa tem uma lembrança de um assassinato e, com as mãos sobre as têmporas, vai lembrando de vários rostos em rotação 285! Só não saí correndo como um personagem com síndrome do pânico porque o tempo ainda não está mandando mensagens terminais ao meu organismo! E a trilha sonora? Esse negócio de fazer música eletrônica é uma grande sacada, o cara faz uma música só para todos os CD's de sua carreira, vende horrores e ganha o mundo e a vida! Porque aquele putzputzputzputzputz é sempre a mesma música, não? Bem, aos adeptos, desculpem a ignorância e a insensibilidade ao ritmo, talvez eu esteja sendo horrível.
Mas a luz estroboscópica me deixou meio imbecil, eu perdi meu carro, fui pro lado oposto ao que tinha estacionado, já estava acionando a polícia quando me lembrei do ponto de referência. Tá, confesso, a luz só potencializou o efeito da Bohemia (ou foi o contrário?), e não fui eu quem lembrou o ponto de referência, eu nunca sei onde está o carro! (Lembrei de outra cena de assassinato em filmes, que a mocinha é levada pra um galpão abandonado, com uma aparência meio macabra, onde tenta fugir e fica correndo em círculos entre os obstáculos. É assim que me sinto toda vez que perco o carro nos estacionamentos subterrâneos.).
Mas sobrevivi em mais uma tentativa de me adaptar aos novos tempos! Mentirinha, eu sempre me senti meio deslocada em boates, sempre achei meio patético e, nesse sentido, "ainda somos os mesmos...". Só fui por causa das companhias e da aventura no meio da semana. E valeu a pena passar o dia seguinte enxergando o mundo intermitentemente!
Que bom que a mudança foi aprovada, a combinação de laranja com marrom também me agrada muito! Deixemos assim até as cenas dos próximos capítulos. Já posso até falar do próximo episódio, hoje vou a uma festa 'bombada', não na tentativa de me adaptar a algo, mas para comemorar o aniversário de uma pessoa especial, e, claro, sempre observando cenas esdrúxulas pra vir correndo aqui desabafar! Crítica sim, mas (quase) sempre com conhecimento de causa, afinal, "nossas histórias é que são as contadoras de nós". (Frase do livro "Pequena Abelha", de Chris Cleave. Fica a dica, excelente leitura pra quem curte, excelente oportunidade pra quem não curte começar bem!).


sábado, 4 de dezembro de 2010

Eu seria cômica, se não fosse trágica!!! :)

Xô, fantasmas!
É um triller de terror mesmo. Quando os monstros acordam e sequestram minha inspiração, fantasmas tomam conta do barraco aqui! Mas nada como uma boa poção mágica para adormecê-los até o próximo episódio: otimismo, tempo, sono, ocupação, tranquilidade e milhares de fãs me pedindo para voltar! Hehehe, brincadeirinha, milhares de fãs jamais substituiriam unidades de amigos dizendo que sentem falta da casa cheia! (Hum, posso começar a pensar em dramalhões latinos...).
Sempre lembro de vir aqui, principalmente quando presencio situações que me fazem lamentar que o Código Penal não seja mais maleável em relação a assassinatos, ou por que minha genética ou minha educação cristã ou sei lá o que massacra minha consciência quando tenho vontade de desistir da humanidade e me aprofundar em estudos ufológicos. E tanto a maleabilidade quanto a renegação humana inclui a eutanásia e a mim mesma, pra não parecer soberba. Credo, gente, que parágrafo mais trágico, acho que encarno quando chego aqui e começo a escrever, eu, hein! Mas vai ficar aí, pra um dia eu me esconjurar ou rir ou apresentar pro psiquiatra!
Enfim, mas o dia-a-dia, com sua magia que não consigo transformar em boas histórias sem ser piegas de uma maneira que abomino, mas que, muitas vezes não posso deixar de concordar, acaba me fazendo esquecer que sou uma assassina em potencial, e fico sem assunto para desfiar da forma com que gosto e acho que faço melhor. Não sei se ficou confuso, mas toda essa verborragia foi pra dizer que eu gosto mesmo é de exercitar minha intransigência e, pelos comentários, sei que é isso que agrada, rsrs. Mas, a não ser que eu parta pra ignorância, não há nada sobre o que discorrer hoje...
Vim só para tirar o pó mesmo, mudar um pouco a decoração (depois de quase duas horas tentando centralizar a gravura, desisti, eu e os tutoriais não nos entendemos, eles são prolixos, eu sou pragmática! Mas adorei o fundo laranja, auspicioso, não?) e avisar que a casa não está abandonada, embora a proprietária nunca tenha hora pra voltar! (Opa, um alter ego? Sou mesmo um personagem de mim mesma!).
Pra encerrar e até a próxima sinopse, um presente que ganhei num Belo Horizonte...

Ensario em Fá

"DOses diárias de alegria
REmediam minha ilusão
MInha alma carente busca
FAzer-se aura, luz, clarão
SOLtar-se num leve voo
LAço amistoso onde ecoo,
SIlencioso, na amplidão"

Fernando Soares

sábado, 20 de novembro de 2010

♫O mundo é bão, Sebastião!♫

Primeiro vou reclamar, pra não perder a fama e a prática, depois vou elogiar, porque você que acha que sou uma chata, mau humorada e intolerante, está certíssimo! (Também não é assim, não queira jamais que eu lhe apresente um chato de verdade, autêntico, com cara de chato, voz de chato, sotaque de chato e até andar de chato! Um dia eu falo dele, ele existe, pior, convivo com a cria(d)tura!).
A reclamação: definitivamente, estou quase desistindo de ir ao cinema! Eu atraio entusiastas 'felizes' que se comportam como idiotas, comedores cine-compulsivos e adolescentes vestindo, falando e posando suas brilhantes presenças no mundo. A sala estava vazia, e, mesmo assim, eles estavam lá, firmes em suas pantominas, seus x-colesterol completos e seus tênis atrapalhando o charmoso escurinho do cinema! Eu estaria sem vizinhos em minha fileira, se não fosse pela inusitada companhia da esquerda, o pé da infeliz que estava sentada atrás, com um tênis ridículo, mais prateado que meu bracelete! Sejamos sinceros, é mais confortável sentar com um pé em cima da poltrona da frente? Não, não é, ela estava dizendo, "eu estou aqui e tenho um Nike!". E quando é tudo junto e misturado, um adolescente efusivo em fase de crescimento? (Por isso me simpatizo com a geração emo, eles precisam ser tristes, assim, ficam calados!).
Nada, absolutamente nada contra gargalhadas, ao contrário, adoro quem ri genuinamente alto, mas acho que rir de tudo cansa e constrange o espectador. E não estou falando de rir do filme, estou falando daquele tipo de gente eufórica o tempo inteiro mesmo, me dá preguiça... Quanto aos comedores, nem vou comentar, também comprei uma pipoca gigante! Mas pipoca, pooooooode!
O elogio: fui a uma festa bem famosa por aqui, estava lotada, não tenho ideia de quantas mil pessoas! Acho que num ataque de euforia ao som do Nasi (eu estava numa festa, não no cinema), meu celular caiu da bolsa, e eis que já era, pensei quando dei falta. Eu nem liguei pro celular, como se fosse impossível tê-lo de volta, pela quantidade de gente ou ele seria pisoteado ou daria briga pra ver quem pegava primeiro pra vender na saída! Pois caiu nas mãos (digo, nos pés) certos, e o cara atendeu à ligação de um amigo e explicou que estava procurando o dono do aparelho, que voltou pras minhas mãos, intacto (nem terminei de pagar, e a festa me custou uma pestação).
Talvez tenhamos nos acostumado a pensar no mal. Mas concordo com uma das crônicas da Martha Medeiros que gostei, ela fala que a gente se surpreende é com os gestos raros e por isso, hoje em dia é mais fácil ficarmos surpresos com um cara que acha um objeto que não o pertence e devolve que com um que mata a própria mãe.
Conclusão de tudo? Esperar os filmes chegarem à locadora ou alcançar o patrimônio da Xuxa para construir meu próprio cinema em casa, como (dizem que) ela fez. E discorrer uma conclusão sobre o elogio à raça humana é mais difícil para uma representante chata, mau humorada e intolerante da mesma, mas que, certamente, também devolveria o celular. Obrigada ao casal que fez isso, vocês me fizeram rever minhas raridades...

sábado, 13 de novembro de 2010

Pra vocês, o melhor de mim!

É sempre mais complicado falar sério que falar bobagem. Ainda mais quando se trata de algo particular, íntimo e diverso em suas formas de demonstração/evasão, ao ponto de mudar de significado de pessoa pra pessoa, parecendo tratar-se de coisas diferentes num bate papo casual, mesmo sendo exatamente a mesma coisa. Estou falando (tentanto falar) do papel que as pessos desempenham na vida da gente, das relações, sentimentos, apego, amizade!
É que tenho pensado muito em minhas relações, e confesso que ando cada vez mais seletiva. Não é frescura, pedantismo ou chatice (tá, isso é um pouco), é que eu gosto de gente de verdade, e tenho preguiça de relações superficiais, simpatia social e da banalização dos sentimentos. Parece que a ternura e a intensidade estão sendo automatizadas! E é por isso que há pouca gente de quem faço questão em minha vida. Aliás, perante o que vejo por aí, sou privilegiada neste sentido, faço questão de muita gente, estatisticamente falando, já que o produto é raro...
E o lance é diverso até pra uma pessoa só! Amo, admiro, gosto, invejo (invejar não é bonito, mas é humano), compartilho com pessoas tão diferentes, que se sobressaem para mim por características peculiares tão distintas! Mas todas têm algo em comum, elas são de verdade, até que me provem o contrário, e eu não costumo errar! É assim que surgem alguns títulos em minha vida: tenho amiga bruxa e amigo guru, amiga vodu e amigo ET, amiga irmã e amigo cunhado, amiga fada e amiga flor! Tenho até amiga dente! rsrsrs
Tenho amiga por quem tenho carinho de filha e outras por quem tenho carinho de mãe... Amigos que me intitulam Rainha, enquanto eles é quem reinam! Amigos mais complicados que eu, amigos de quem eu gostaria de herdar a serenidade (viu como inveja existe?), amigos simplórios de dar vontade de sacudir, amigos inteligentes de perguntar 'por que eu não sou assim?' (viu como inveja existe? 2). Amigos que prestariam favores à humanidade deixando-se estudar psiquiatricamente, espiritualmente, ufologicamente!
Tenho amigos de infância, amigos de adolescência, amigos de amadurecência. Amigos de click, de teclado, de torpedo, de e-mail e de orkut. Têm pessoas que fazem parte de mais da metade de minha vida e outras que não preciso de todos os dedos de uma mão para contar quantas vezes vi. Aliás, tenho amigos que nunca vi! E têm uns que chegam a dar medo, mas que são lindos, lindos, lindos!
Quanto mais eu falo, mais lembro das pessoas que me são caras. Claro que nem todas são exatamente amigos em toda a sua complexa razão de sê-lo. Mas todas o são em potencial, e são verdadeiramente importantes para me provarem que o mundo é bom, e que a vida vale a pena!
Enfim, toda essa cabecice piegas foi a forma que encontrei de homenagear os amigos do mês, atrasado ou adiantado:
Parabéns pelo aniversário, bruxa, voduzinho, irmã e cunhado de minha vida!
Parabéns pela bela concretização, poETa!
E obrigada, pai, pela graça de ser sua filha, Dindinha, pelo privilégio de ter duas mães, amiga tininica pelas gargalhadas e ao meu primeiro amor, o garoto sorriso! Encantem o ceu!
PRA VOCÊS, O MELHOR DE MIM!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ensaio sobre nada!

Não aconteceu nada digno de ser comentado (leia-se, mal falado) em meu cotidiano nesses últimos dias. Aliás, minto, sempre há o que falar, mas minha educação baianeira - "Minas com Bahia e o samba ia, juro que ia" - minha elegância nata e meu respeito ao próximo enquanto irmão perante o ceu me impedem, afinal, o blog é público e a Lei de Murphy existe! O povo se preocupa com a minha reputação, imagine se eu detonar a de outrem?
E sempre há a possibilidade de elucubrar sobre nada ou sobre qualquer coisa, as lembranças vão surgindo e as palavras vão saindo. Por exemplo, estava assistindo à novela TiTiTi e vi uma propaganda sobre um absorvente com camomila!!! COMO NÃO COMENTAR ISSO? Agora a expressão "sossegar a periquita" faz todo sentido, poderia ser o slogan da marca, inclusive! Meninas, não tem mais desculpa pascoisadavida ficarem calminhas...
Pois é, me amarro na novela das sete, acho os atores perfeitamente casados com seus personagens, num humor performático e leve. Até os contextos mirabolantes são envolventes. Será uma nostalgia velada que me remete a meados de 1985? Jisuis, eu lembro da 1ª versão da novela, fiquei chocada quando o google me disse em que ano se passou! Pouco, mas lembro, vale a pena frisar. Chega, saudade é algo que atrelou-se à minha alma, e a lembrança de uma simples amenidade pode me remeter ao fundo do íntimo de minha egotrip! (Nostálgica mesmo, minha sonora frase com uma palavra que não existe citou o nome de uma banda bem Anos 80, além de me deixar brega tanto quanto a indumentária da época!).
Pra encerrar, voltei à imagem anterior do blog, combina mais com a aproximação do fim de semana. Mas vou tentar acatar a sugestão de mudar sempre. Só que, fundos leves em tons pasteis, bordas fofinhas e imagens de corações estilizados e casais de mãos dadas, nem pensar, o obscuro e o trocismo me atraem! Ao menos por enquanto... Salve a incosntância geminiana, mais uma vez!

"Saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio..."

terça-feira, 2 de novembro de 2010

♪ "Tédio, não tenho um programa..." ♪

Feriado é bom só porque a gente pode acordar tarde. Me desculpe o Divino, mas os feriados cristãos geralmente são entediantes! Passei o dia tentando caçar o que fazer sem sair de casa: a programação da TV é a mesma de sempre, ou seja, deprimente, ainda mais em Dia de Finados, ficar vendo o que se passa em todos os cemitérios do país é dose! (Têm uns feriados interessantes, DIA DE FINADOS, é bom que o povo marca dia pra sofrer!). A internet entedia mais ainda, topar com as atualizações interessantíssimas do orkut tem sido cada vez mais patético, e estabelecer um diálogo com quem está mais entediado que você é praticamente impossível. Ao menos os cochilos ajudaram a passar o tempo, não ando podendo escorar que eu durmo! Será que é verme?
Esses dias comprei um livrinho confessamente auto-ajuda basiquéeeeeeeeeeerrima, amadora, digna de revista teen: "Pequenos Prazeres - Mais de 400 maneiras de você agradar a si mesma". Pois bem, não custa nada abrir aleatoriamente num dia em que estava tentando contato até com as formiguinhas da casa. A dica era "empine uma pipa". Não vou me esforçar pra achar uma pipa em feriado de finados à noite. Abro outra página: "contrate uma empresa para limpar seus tapetes". Meu, como assim? Desisti do livreto, resolvi tomar um banho quente, demorado e perfumado!!! Me enchi de óleo Séve de amêndoas doce, relaxei, isso sim, foi capaz de agradar a mim, e não achar alguém para lavar meus tapetes! Mas não por muito tempo, descobri que a porcaria estava vencida quando comecei a me coçar toda! Tudo bem, já não posso dizer que não espantei o tédio por alguns momentos...´
Aí decidi mudar a cara do blog, ficou bom? ("Mulher com livro", Pablo Picasso). Mas ainda abri o livrinho depois, numa última tentativa, deu "encomende um capacho para a entrada da casa com seu nome". Eu nem sei como comentar isso. Desisto.

P. S. Não ficou como eu queria, mas estou com preguiça de ficar testando cores e fontes. Acho que é verme mesmo...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

♫Com que roupa eu vou?♪

Fico boba como a modernidade, ou sei lá quem carregaria esta culpa, pode transformar um ato simples e... necessário. Já não se pode mais preocupar-se em proteger ou enfeitar "as coisa" como antigamente, comprar calcinhas tornou-se um tormento para quem opta pelo meio termo básico! Explico: ou você compra aquelas que de fio dental não têm nada, tá mais pra Cepacol, Listerine, que some onde entram ou você compra aqueles modelos geriátricos, que deixam sua bunda com formato de saco de açúcar de 5 quilos! Fora ter que lidar com a visão desagradável das estampas zoo (as onças devem se ofender!), frases com dicas do tipo "ultrapassagem permitida", "I ♥ Ponta Grossa" (me dá vontade de chorar pela humanidade!), adjetivos como "sexy" (já começo a querer morrer) e moda Xuxaeternamentecriança, com motivos de florzinhas, coraçõezinhos, estrelinhas, carinhas, ursinhos. (Lembrei e vou confessar a vocês, eu tenho uma cheia de carneirinhos... Mas uso pra dormir, juro!).
Gente, não adianta, eu não entendo como um ser humano normal aguenta andar, sem parecer uma pinça, com uma calcinha cortando o que já vem cortado!!! Pra mim, "sexy" não é o adjetivo mais apropriado para estampar esses modelos tão ofertados e populares. Ah, mas os homens gostam! Eles que usem, então!
Em contrapartida, concordo que bunda não é lugar pra coador de café, nada mais brochante que os modelos extra, ainda não tenho idade pra isso, porque pior, ridículo e medonho é velha de fio cirúrgico! Sério, imaginem uma bunda metralhada caindo por cima das coxas de calcinha fio dental pink com laçarotes dos lados? Visualizei a lua de calcinha! Meu Deus, estou indo longe... Aproveito para pedir encarecidamente aos meus amigos, nunca me deixem ficar velha metida a gatinha, me internem, me tranquem em casa, me interditem, me matem!!!
E eis que fiquei lá, apanhando pra encontrar um modelo de acordo com meus padrões básicos, nem tanto ao ceu nem tanto a (o) (fio) terra e quase não consigo. Mas é o jeito, nada bem também a gente ser pega de surpresa usando trapos com o elástico cedido, furinhos nada estratégicos e com mudança natural de cor. Já pensou se eu sofro um acidente e vêem minhas partes na rua ou no hospital? hehehe

sábado, 23 de outubro de 2010

♪ "Num passado remoto perdi meu controle..." ♫

Hoje fiquei deveras indecisa quando sentei pra almoçar em frente à TV: Raul Gil e o quadro das criancinhas precoces vestidas de imbecis; um filme sobre um gorila amigo da garotada, mais gente que muita gente; um apresentador eufórico vendendo cintas milagrosas que ameaçam o emprego do Pitanguy e seus colegas; e um cara ensinando exercícios de ginástica localizada, cuja silhueta não encoraja ninguém a segui-lo. Parei num canal que estava passando comerciais.
Eu tenho mania de comer em frente à televisão, briga antiga entre pais e filhos. Será que vem daí a tara das pessoas em lanchar dentro da sala de cinema? Mas aí, pra mim, já é demais, aliás, deveria ser proibido! Uma coisa é você se esfacelar sozinha no conforto de seu sofá, outra é você obrigar as pessoas a compartilhar a barulheria de saquinhos, canudinhos e até de sua mastigação, porque as poltronas são grudadas uma na outra, uma Mulher Melancia da vida entala! Até o cheiro do que você come o pobre ao lado é obrigado a sentir. Sim, porque é um desfile de bandejas de lanchonetes, tô vendo a hora de ver alguém entrando com um PF no lugar do sanduíche!
Esta semana fui ver um filme, que aventura! E não se trata do gênero, trata-se da atenção que dispensei ao público mesmo, ou que este despertou em mim. A garota do meu lado direito passou uns 75 minutos da fita comendo um sanduíche do Subway que devia ter uns 48 cm. A da frente deve sofrer algum tipo de enclausuramento, tamanha a euforia que demostrava em estar na rua. Sabe aquele tipo de pessoa que parece que nunca saiu de casa? Ela dava gargalhadas homéricas num filme completamente tenso, vibrante. Juro que me retiro da sala se um dia cruzar com esta moça vendo uma comédia. O de trás comia compulsivamente jujuba, amendoim ou sabe lá o que aquele saquinho barulhento continha. Fosse o que fosse, o esôfago dele deve tá lembrando-o até hoje, ele não comeu menos de um quilo. E a da esquerda era minha irmã, com quem eu podia trocar olhares cúmplices, pois ela sabe que sou, digamos, muito sensível à falta de noção alheia. Mas o que comanda ainda é a tradicional pipoca, graças!
Conclusão da noite: o cheiro do sanduíche tem me feito passar a, no mínimo, dez metros de distância do Subway; minha desconfiança em relação à pessoas efusivas triplicou; penso em patentear um tipo de saquinho que não faça barulho; e minha irmã deve adorar meu senso crítico, pois me chamou pra irmos de novo semana que vem.
Mas o José Padilha e o Wagner Moura salvaram a noite, Tropa de Elite 2 é um filmaço! Se piscar não fosse vital eu não teria certeza se fiz isso durante a sessão!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"E acordo os meus com muito mais cuidado..."

Ai, ai, inchei agora com os comentários, eu não tinha visto, até ontem aparecia como se tivesse apenas um. Aí que me senti esquecida mesmo, já ia dobrar as sessões de análise! Obrigada, minhas lindas, um dia conversaremos sobre o quanto vocês foram/são essenciais num momento turbulento de minha crise existencial perene, porém, enfraquecida por mim e por vocês!!!
Meus dias têm se alternado (há algo errado nesta frase, professor ET Pasquale, pronuncie-se, por gentileza) entre "meu trabalho mais que forçado", o ócio nada criativo e as extravagâncias boêmias, que meu corpitcho de trinta e poucos já não aceita com bons olhos/pernas/fígado/pâncreas/pulmões/cabeça/tronco/joelho e pé! Mas nem tenho muito o que contar, já que minha imaginação está imitando o ócio. 
Talvez eu possa lembrar um devaneio onírico com uma criança que encontrei perdida na rua, que se chamava Pablo Fabiano. Desconfiei que o pobre deve ter fugido da mãe por causa deste nome... Ou que meu vizinho da direita passa o dia tocando pandeiro, mas o interessante é que meu vizinho da esquerda também passa o dia tocando pandeiro, e convivo com isso há anos! Qual será o significado transcendental disto em minha vida? Ainda se fosse violão, sax, piano. Mas, pandeiro?
A semana da criança também me chamou atenção, nunca vi uma geração de pirralhos tão precoce. As propagandas de celular, ipod, youpod, shepod detonaram as de brinquedos, e as de roupas, eu poderia usar todos os modelos! Monteiro Lobato deve estar tendo ataques epilépticos, se estiver reencarnado!
Enfim, estarei sempre por aqui, mesmo que pra contar bizarrices incoscientes, falar mal do ócio alheio ou criticar a geração Crepúsculo!
Beijos ♥

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

♫Miserere nobis, ora ora pro nobis...♫

Nossa, a propaganda dessa tal Festa da Democracia não dá sossego nem no domingo! Só não dá pra entender que espécie de festa é essa, onde as pessoas não são convidadas, são obrigadas a comparecerem! A decoração é, literalmente, um lixo, as atrações, lamentáveis, e, como se não bastasse, proibem o consumo de bebida alcóolica! Costumam prometer muitos prêmios também...
Bem, deixa isso pra lá, né, outro dia, quando minha inspiração voltar, a gente debate sobre as diferenças entre festa e circo/teatro/velório ou seja lá o que for que isso lembre!
Pois é, eu estou sem inspiração pra falar mal da vida, gente. Que lua estará regendo meu signo, que forças ocultas serão responsáveis por este ataque de serenidade? Ah, não, quero meu desequilíbrio de volta, "sei que incerteza traz inspiração...". Será que estão roubando até isso?
Acho melhor eu deixar pra escrever quando tiver algo a dizer, né? Mas é que eu não queria que vocês me esquecessem... :)
Falando nisso, alguém, por gentileza, explique como fazer pra seguir o blog e para postar comentários, pois muita gente diz que não consegue postar, e eu também não entendo nada desse blogspot! Obrigada. :)

Beijos, a todos, e viva as criancinhas, e viva Nossa Senhora Aparecida!

sábado, 2 de outubro de 2010

♪ Chove chuva, chove sem parar ♪

Bom dia, amigos!
Finalmente, depois de quase duzentos dias, chove na capital!!! Que delícia, acordar com aquele barulhinho nostálgico, aquele cheiro peculiar (cheiro de terra molhada, cheiro de chuva!) e com o ar naturalmente umidificado! Um convite ao DVD e à pipoca, aos livros e ao edredom! Nossa, sintomas do poder inexorável do tempo, antes eu ficaria chateada porque, provavelmente, estaria estragando algum churrasco da galera! Hoje lamentei porque pretendia fazer alguns exames de rotina... (Mas o churrasco rolava, mesmo com terremoto!).
Eu adoro os dias nublados, principalmente quando lá fora chove mais do que aqui dentro, parafraseando o Lobão! É que estou numa fase geminianamente boa comigo mesma, depois de mais de 30 dias sem chover aqui dentro! Bendita ciência, bendita fé, bendita determinação, não exatamente nesta ordem, trata-se de uma "unidade geradora de caixa"!!! rsrsrsrs (Fiz um curso sobre esse assunto esta semana, que acabaria com a insônia da humanidade!).
Gostaria de ser mais presente por aqui, me faz bem... Ando vendo o cotidiano com um olhar lúdico, ávida por uma história legal pra contar, e como isto poderia não ser bom? E gosto de falar de (meus) sentimentos também, uma vitória pra mim, que sempre tranquei tudo dentro de mim mesma. Acho que a cabeça funciona igual o resto do organismo, tem coisa que precisa sair de alguma forma, igual o cocô, ou então vira doença!
Antes de dormir, naquele estágio entre o consciente e o alfa, minha imaginação fervilha, mas minha memória sabota tudo depois! Tudo bem, é bom que quando venho aqui sem maiores pretensões,  fica mais natural, não me dá tempo de pensar no julgamento alheio. E é o que estou determinada a fazer sempre, seja todo dia, seja uma vez na semana, no mês, enfim, quem vai escrever é meu coração! (Outro sinal do tempo mais evidente que ruga, a pieguice!).

Um fim de semana bem... lúdico pra todos nós!!!

♪ "Como uma chuva, uma tristeza, podem ser uma beleza e o frio, uma delicada forma de calor..." ♫ 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

♪ Amigo, você é o mais certo das horas incertas... ♪

Lendo tantos comentários fofos, inteligentes e divertidos por aqui, sempre, não tem como não recordar um acontecimento...
É a história da cética anta cibernética que vos fala e seu or/encontro com um bando de doidos que só podem ter sido escolhidos pelos deuses para não acharem nada melhor que fazer, a não ser navegar pelas comunidades do orkut e encontrarem-se numa delas, que os remetia ao primeiro sinal de afinidade, os Anos 80.
É verdade, nunca me atraí pelo mundo virtual além do necessário para não viver aquém, inclusive na hora de arrumar um emprego. Demorei mais que todos que me cercam para aderir a tudo: ao pacote office, ao e-mail, à internet e, finalmente, aceitar um convite pra participar do tal do orkut. Relações virtuais? Que absurdo, jamais participei de um chat na vida!
Sim, eu sou crítica, mas adoro pagar pela minha própira língua, de vez em quando! Depois que meus amigos 'reais' me convenceram a interagir 'com eles' virtualmente, fui seduzida pela Zebrinha do Fantástico e minha vida nunca mais foi a mesma depois de uma tarde qualquer em meados de 2005... Em pouco tempo eu já me dedicava mais aos 'amigos' virtuais que aos reais!
Mas isso não durou muito, logo minhas críticas às relações virtuais voltaram com força total e tive que resolver isso: peguei um avião e fui parar no RJ, e só fui perceber a maluquice disso tudo quando me vi na Lapa, cercada por um monte de gente que nunca tinha se visto na vida, mas que se entrosavam e se tratavam como se fossem vizinhos! Depois disso... Bem, eu merecia ter participação nos lucros da Infraero.
Teria boas histórias pra contar aqui sobre esses 5 anos de amizade, alegrias e surpresas (e umas macumbas também que nada é perfeito), mas tenho o propósito de não fazer posts (muito) enormes, sei que tornam-se enfadonhos, e já me disseram que as letrinhas brancas ficam piscando no cérebro insistentemente. (Ah, mas eu não quero mudar o fundo preto, vou tentar mudar a cor da fonte, ok?).
Enfim, só quis homenagear, de uma forma sucinta e modesta, um grupo de amigos que é muito importante pra mim. Que, dentro de sua diversidade, tornou-se tão afim; que nem a distância abala o aconchego e a presença; e que, mesmo pelo teclado, consegue ser deliciosamente afetuoso, como o abraço que eu gostaria de dar em cada um deles agora! Também comecei com o propósito de não citar nomes, mas sei que cada qual a quem me refiro como um grupo sabe o seu lugar nele. E no meu coração também.
E pra não perder o costume...
♫ ... a sua palavra de força, de fé e de carinho me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho... ♫

E eu nem gosto de depoimentos extensos...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

♫Ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais...♪

Meus, preciso desopressar sobre esse atual (falso) culto ao individualismo que as pessoas incorporaram! Quero dizer com isso que mulher solteira sofre mais hoje que antes! Sim, porque antigamente, independente do motivo que impedia a criatura de ser feliz sozinha, era  tachada de "titia" e ponto, acabou! Hoje não, o buraco é mais embaixo! (Ou mais em cima, ou maior, ou menor, a preocupação alheia é com o buraco mesmo!): se a pobre aproveita a liberdade de poder pegar quem quiser é "periguete"; se não faz do assunto 'homem' a cláusula pétrea de sua vida é encalhada; e se tem o mínimo de critério pra não se contentar com qualquer toupeira com cabelo no peito é gay!
E o que a pessoa faz quando é enquadrada nas três categorias? Sim, porque eses dias vieram me dizer que souberam que sou gay, e, se não é a primeira vez que deduzem isso, também sou periguete, certo? E sobre critérios, o mínimo que meu autorrespeito exige me deixa uma percentagem ínfima de possibilidades... questão pra outro capítulo! Aí depois perguntam por que preciso de psicanálise, psiquiatra, meditação, clonazepam na veia, sessão de descarrego, livros de auto-ajuda e uma junta de líderes religiosos, se a própria sociedade me despersonaliza desta forma! Preciso é de uma temporada num ashram, na Índia!
Encerremos o assunto antes que pareça uma justificativa, e eu não vou ficar desfiando aqui sobre o que faço com "os sete buracos da minha cabeça", né, me poupe! Desculpem, não quis vulgarizar o babado. É que estava doida pra encaixar um excerto musical no post!
A propósito...

♫Já vou embora, mas sei que vou voltar...♫

♪Adeus também foi feito pra se dizer bye bye so long fare well...♫

♪Telma eu não sou gay, o que falam de mim são calúnias...♪




 

sábado, 11 de setembro de 2010

A Carta

Querido brother!

Como vai? Espero que esta o encontre com saúde e livre de atentados terroristas. Ok, humor negro não faz meu tipo, até tentei começar uma carta clichezona, mas é que não pude evitar assimilar a data e o país onde você se encontra. Por aqui, todos bem, graças.
Bem, resolvi usar o blog para dar-lhe notícias de suas coisas. Poderia mandar um e-mail, já que minha saudade não é relativamente proporcional ao valor de um DDI (como se eu imaginasse, ao menos por alto, quanto custa um, pensamento de pobre é foda mesmo, impregna!), mas talvez desta forma, assim, em público, você não queira me matar depois que souber que eu inundei sua sala... Enfim, achei criativo, sabe?
Então. Fui em seu apartamento ontem levar um pouco de alegria àquela planta esquisita. Que vegetal fashion com aparência de coisa geneticamente modificada é aquele, velhinho? Segui suas instruções, mas logo que aguei a Virgínia (não resisto a nomear as coisas...) imaginei crianças quando tomam banho de mangueira e ficam alegres, eufóricas, pulando, gritando e sorrindo! Então, achei que ela ficaria feliz se recebesse mais água... Foi aí que descobri que os vasos de plantas são furados e também entendi por que você fez questão que fosse utilizada AQUELA medida. Fiquei achando que fosse alguma superstição, tipo, "se eu usar outro recipiente para aguar a planta o Flamengo jamais será campeão novamente" (é que sei que só o mengão o faria chegar a este nível de auto-imbecilização, se fosse o caso). Mas não fique preocupado com seu sofá e seu tapete, creio que eles já estarão secos quando você voltar, o clima aqui tá do jeito que o cerrado não gosta!
Semana que vem voltarei para cuidar da Virgínia novamente, mas vou levar uns amigos que entendam melhor de plantas para me auxiliarem, eles vão adorar conhecer sua adega moderníssima! Pena eu não gostar muito de vinho, mas vi que a despensa tá bem provida de cerveja também, você pensa em tudo, hein, irmão?
E você, hein? Me fazendo gastar dinheiro na locadora com aquele tanto de DVD lá, peguei dez emprestados, tá? E aproveito para devolvê-los somente quando você devolver todos os meus livros.
Vou ficando por aqui. Divirta-se, tire muitas daquelas fotos que só são interessantes para quem está nelas e mande beijos pros primos.

P.S. É mentira... Só a parte da saudade, estou sim com saudadona de você, irmão, amo-te! (Não esqueça meus perfumes, fui!).

sábado, 4 de setembro de 2010

Novamente, sábado!

Ontem o cansaço acumulado pelo ritmo dos primeiros dias úteis do mês no trabalho me dominou e acabei trocando minha agenda social/etílica pelo edredom cedo da noite, o que me permitiu ver a manhã de sábado! Confesso que, em minha atual condição de "sujeito chato" da música do Raul Seixas, não há muito o que fazer sábado de manhã, a não ser para aquelas pessoas irritantemente bem dispostas!
Fui arrumar meu quarto, assistida por Edmunda, minha boneca de pano (a desgraçada é vascaína!), Schopenhauer, meu pinguim de estimação de pelúcia, já que não posso ter um de verdade (adoro pinguins!) e um monte de pessoas amadas pregadas na minha parede num painel de fotos (às vezes fico envergonhada de trocar de roupa perante ele).
Não sou daquelas pessoas que acumulam tranqueiras, não puxei mamãe, que tem um quarto inteiro para este fim (mas nem por isso livra os outros cômodos da casa). Tenho certeza que é lá que São Longuinho Duende Carente esconde tudo que some por aqui! Minha mãe consegue guardar potes de tudo que vem em potes, e tampas de tudo que vem tampado. Só não entendo por que não guarda o conjunto completo, penso que ela acha divertido ficar procurando uma tampa que encaixe num determinado pote.
Também fico torcendo para ser convidada para uma festa brega ou festa do ridículo ou algo similar, sempre ganho como a melhor caracterização, tamanha é a variedade de roupas fabricadas quando a Hebe Camargo nasceu e acessórios que dariam pra enfeitar um lindo jumento de festa do interior! Opa, estou começando a achar que aquele quartinho pode me render uma boa grana... Foda é conseguir abrir a porta sem imaginar uma avalanche de potes sem tampa caindo sobre mim, deve ter pote lá que me cabe dentro, já pensou? Gente, tem até um berimbau lá dentro, onde minha distinta mãe arrumou um berimbau? Tudo bem, não posso ser injusta com mamis, certamente é remanescente de alguma fase minha mesmo, ma qual decidi ser uma grande capoeirista mas desisti antes da primeira aula.
Bem, poderia ir até lá agora procurar material para compor este depoimento, inclusive o pouco que consegui tirar do meu quarto hoje, que já deve estar lá, claro, mas a fome já está prejudicando meu raciocínio, e como a tarde só começa depois do almoço, deixe - me despedir da manhã de sábado!

domingo, 29 de agosto de 2010

Quem sabe, sábado?

Bem, olá, espero que estejam tendo um domingo menos tedioso que o meu. Não serei injusta com o dia, pois o problema não é o domingo em si, mas sua posição no calendário! No sábado, geralmente, faço o que gosto sem ter que cumprir horário e na segunda é exatamente o contrário, de modo que domingo, estou com saudade do sábado (ahã, tô é numa puta ressaca moral) e com síndrome de segunda-feira adiantada pela musiquinha do Fantástico, o que só pode me deixar deprimida! (Aliás, preciso abrir parênteses para parafrasear a música do Capital, não tenho vontade de dizer adeus à TV quando vejo o Francisco Cuoco, eu tenho vontade de dinamitá-la é quando vejo Gugu e Eliana! Alguém que não seja parente deles, pelamor, me diga, por que eles existem?).
Ontem organizei um churrasco aqui em casa pra darmos boas vindas ao casal PT, de volta da lua-de-mel para a terra-de-fel! (Putz, essa foi péssima, péssima, péssima, me sinto a Sandy compondo, mas não vou apagar!). O noivo já não faz mais a barba e assiste TV em minha casa com os pés em cima da mesinha de centro. Será que presenciarei arrotos à mesa? E a noiva já está usando cinta e ontem reclamou de dor de cabeça (ela nunca teve dor de cabeça antes). [Acho que eles não irão gostar do meu blog...]
Então, o churrasco. Devo admitir que minha fama como anfitriã é horrível. Isso somente porque tento deixar meus convidados à vontade e não fico limpando tudo o tempo inteiro e fazendo vezes de garçom do Porcão, que te pergunta de quatro em quatro minutos se está precisando de alguma coisa (VSF!). E também sempre esqueço dos comes, mas, e daí, o que engorda são os tira-gostos e não a cerveja, deveriam me agradecer! Mas ontem decidi que iria surpreender meus amigos! Pedi à empregada de mamãe (isso faz parte do agrado aos amigos) para fazer arroz, vinagrete e madioca, o pessoal ficou de trazer carne e bebida e pronto, fiquei orgulhosa de mim mesma! Seria um ótimo churrasco de linguiça toscana e coxinha de frango, se tivesse churrasqueira, refrigerante, som e cadeira para todos.
Mas nada como ter amigos compreensivos. Apesar de lembrarem que sou um fracasso doméstico a cada gole de cerveja eles ajudaram a fazer do meu churrasco um churrasco! Mas não dava pra dizer de uma vez só o que era preciso pra assar linguiça não? Precisavam me fazer ir da área do churrasco à cozinha 27 vezes? Até refratário me pediram! Não servia eu? Da última vez, quando pediram garfo (não sei pra quê, tem mão não?) levei logo junto colheres de sopa/café/arroz/feijão/farinha/mel e facas de mesa/de pão/facão/canivete, vai saber... Minto, essa foi a penúltima, ainda voltei pra pegar guardanapo! Agora, me digam pra que serve o lado de dentro da barra da calça, se não para limpar as mãos?
Mas, finalmente, o churrasco foi um sucesso, é sempre maravilhoso reunir as pessoas que a gente gosta, mesmo que no outro dia ninguém lembre como foi! Mas acabo de lembrar de uma coisa, esqueci de servir a mandioca...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Eixo Livre!

Buenas, pessoas!
Hoje gostaria de apresentar uma galera especial pra vocês, meus amigos da Banda Eixo Livre. Além de queridíssimos, são músicos da melhor, fazem um trabalho massa aqui na capital e são (ir) responsáveis por tantos fins de semana prolongados em minha vida... rsrs. SOU FÃ! Só não sento no gargarejo porque não posso fumar dentro do bar, mas não canso de ouvir o Everson cantando Black, a Thais arrepiando a gente com Uninvited e a banda arrasando nas poesias do Betinho!
Na foto acima, partindo da esquerda: [Por que vocês trocaram de lugar na foto de baixo?]
Enderson Mattos, o Negão, baixista e chamariz de blitz na rua.
Everson Mattos, voz orgástica e violão (se fosse mulher faria um outro trocadilho, hehehe).
Rhenzo Alexandre, percussionista e apreciador do nascer do sol na Feira do Guará.
Thais Cordeiro, a dona da voz e de uma espontaneidade cativantes! E eu quero ser igual a ela quando eu crescer, tomar UMA tequila e ficar no grau certo! Meu bolso agradeceria. kkkkkkkkkk
Betinho Matus, guitarrista, poeta e romântico inveterado!!! [Será que podia escrever isso?]

Boa sorte, minha banda preferida, adoro vocês e espero estar sempre por perto!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

♫ Já estou vendo TV como companhia...♪

Olá, peoples!
É muito bom saber que estou fazendo pessoas sorrirem, juro que também dou boas risadas aqui com os comentários. Aliás, eles me incentivam! Esse negócio de seguidor também é bem legal, só o contador de visitantes que ainda não consegui colocar aqui, não encontro, e dizem que a paciência exige muito treinamento e ainda estou no básico do aprendizado (temo ser jubilada...). Um monte de gente me diz que acompanha, mas não posta, não diz que sou o máximo, que sou um desperdício neste mundo cão, que entrarei pro top 10 do blogspot (existe isso?), que virarei apresentadora da MTV. Enfim, incentivos básicos, entendem? [Ok, já estou aterrissando, foi só um surto de carência pra descontrair, é tudo mentira, eu mesma me encarrego de bloquear qualquer alçada em minha vida. E não precisa comentar esta parte...].
Peraí, vou ali desfazer um compromisso, resolvi ficar em casa.
Pronto. É que assisti um filme agora - Um Amor Para Recordar - e, de 102 minutos, acho que chorei uns 114 e fiquei deprê... Não vou ficar relatando porquês aqui, já percebi que drama não faz tanto sucesso na tela do pc quanto na do cinema, e confesso que, realmente, sou melhor falando bobagem. Aí, se eu saísse de casa hoje, encheria meu pâncreas de álcool e acordaria com sintomas suicidas, graças ao poder depressivo da substância em questão. Isto para o momento, vejam bem, "deixando a profundidade de lado". [Ok, novamente, foi só uma explicação para o cancelamento do compromisso, às vezes meu juízo mexe um dedinho quase imperceptivelmente para dizer que existe].
Aliás, esta semana troquei os livros pelos filmes, e chorei em dias o que engoli em anos! "Prendia o choro e aguava o bom do amor..." (adoro isso!). É que vejo menos filmes que gostaria/deveria, mas, quando resolvo, vira um vício temporário! Adorei todas as sugestões, histórias comoventes, bonitas, daquelas que transportam a gente... É dessas que gosto, foram todos indicados, e o requisito foi: me indique sete filmes para chorar, por gentileza. [Obrigada, Tripa Ewald Filho, você tem bom gosto mesmo, hehehehe].
Vou deixar os títulos que vi, e ainda bem que peguei uma comédia, vou vê-la agora, chega de lágrimas e de reflexão, por hora, pensar às vezes dá no saco que não tenho! Ah, e aceito sugestões. :)

- Anjo de Vidro - lindo, enxergar os sinais divinos é uma bênção...
- As pontes de Madison - maravilhoso de verdadeiro...
- Um amor para recordar - já disse que morri, né?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

♪Fala demais por não ter nada a dizer!♪

Estava eu aqui sem assunto pra postar, meio desanimada pelo marasmo peculiar da segunda-feira, unido à cólica que resolveu aparecer este mês (nem todo mês tenho cólicas, qual será o precedente?) quando entrei no orkut pra ver o que rolava e arrumei o que falar! Minhas desculpas aos discordantes, mas preciso desabafar! Eu gosto da proposta dos sites de relacionamento, mas aquilo ali está cada vez mais imbecil!
Gosto de entrar e ver um recadinho genuíno, o que acontece uma vez ao mês, em meio a todos aqueles scraps socialmente carinhosos, normalmente adornados com florzinhas dançantes, ursinhos, estrelinhas reluzentes ou coraçõezinhos fazendo movimento de tumtumtum, que a pessoa manda pra você e pros outros 472 contatos dela, certamente esperando uma resposta.
Também adoro fotos, gosto de ver a atualização dos álbuns. Isso quando a pessoa não posta uma sequência de 82 fotos dela mesma, fotografada por si mesma, ou uma amiga tirando foto da outra, geralmente num cenário esdrúxulo (Adoro os cenários!) ou fotos que são injustamente assim qualificadas. As de festa também são ótimas, com o advento das câmeras digitais agora é um tal de fotografar as panelas cheias de comida (que nas fotos não parecem comidas), a geladeira ou o isopor cheio de bebidas, a mesa posta (antes e depois da lambança) e toda a decoração da casa. A preparação também merece registro, a tia gorda mexendo panela, o tio bebum sentado no sofá levantando uma caneca de alumínio toda encardida, a TV ligada no Gugu. Ah, chega, é assunto demais!
Aquele espaço onde sugere-se dizer alguma coisa pros amigos também é óooooootemo! Fico impressionada com a felicidade das pessoas! Tem gente tão feliz todos os dias que fico achando Deus injusto! Consequentemente, preocupam-se muito com a inveja alheia, frases e comunidades do tipo "teincomodo?quepena!" estão em voga, acho até que já falei isso por aqui.
Em contrapartida, há aqueles mais sensíveis, adeptos a compartilhar suas mazelas: nunca vi ninguém postar ali que está feliz por não precisar engessar a perna, mas já vi trocentos lamentando estarem com três braços engessados, seguidos daquela carinha triste, esperando as condolências dos amigos. Devem digitar com o nariz, né? E o tanto que o luto eternizou-se? Não há um dia que alguém não poste que a amiga da cunhada da tia dela morreu, e que ela está sentindo tanta falta que chega a doer.
Resumindo outras observações: todo adolescente tem um álbum chamado "amomuitotudoisso", uma foto no banheiro fazendo biquinho e fotos no shopping fingindo naturalidade; nunca tive curiosidade em participar dos jogos e das brincadeiras do orkut, mas vivo me deparando com o andamento das fazendas virtuais de meus amigos, e até de seus bebês! Tem uma que não sei como não explode o menino, ela o alimenta de meia em meia hora; gostaria de saber que parte do corpo doi para se consultar um dicionário, ou, ainda, se há uma marca de teclado no mercado com algum problema de fábrica, pois não acho outra explicação pras pessoas escreverem repetindo caracteres: oooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiii, coooommmmo vc taaaaaaaa?.
Enfim, melhor parar, não porque acabaram-se as observações, mas porque cansei, e antes que seja vítima de um linchamento virtual. É bom que sempre terei um assunto, na falta de assunto...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

♫ "Sob um leve desespero que me leva, que me leva daqui..."♪

Estou completamente arrasada pra escrever algo pra cima pra vocês... Mas, como estou no ápice da carência e da síndrome do vazio que ficou no coração de galinha que virou o meu, de tão apertado, vim conversar, porque quero carinho. [Carinhas, emoticons chorando, todos que existem! Aqui não tem isso não?].
Então. Finalmente, chegou o dia do tão comentado casamento. Foi sensacional, mas quando eu voltar ao normal, e isso pode ser no próximo segundo ou daqui um mês ou nunca mais, eu conto o capítulo final, cheio de situações hilárias, pra variar.
Fiquei muito emocionada, muito mesmo, e por diversos motivos: lembrei de minha família toda junta, "éramos seis" em casa, e agora estamos eu e mamãe - sinto medo do futuro; vi minha família e meus amigos quase todos reunidos, e os amo muito - chorava ao abraçar cada um (Preciso agradecer o maquiador, não fiquei parecendo o Chuck com o rosto todo borrado!); minha irmã é minha amiga, somos muito apegadas, e a lembrança de que não vou mais brigar com ela de manhã pra ver quem usa o banheiro primeiro me deixa péssima (era pra ela já ter chegado do trabalho...) - a angústia no peito desperta todas as minhas fobias...; e lembrava do meu pai o tempo inteiro, o que fez meu coração encolher e a vontade de chorar se instalar desde sexta-feira...
Eu sei que esse vazio é normal, e que até a ressaca que fica depois que esse tipo de fuga da realidade chega ao fim colabora (depressão pós-final de semana perfeito). Mas é que a angústia que sinto me assusta, e o medo de sentir medo só faz com que ela aumente. Aí, pensar no futuro me apavora, porque não consigo visualizar as coisas boas que certamente virão, não consigo valorizar o presente abençoado e também sou injusta com um passado recheado de lembranças lindas, porque só penso nas possíveis tristezas, nos desafios que trarão, em tudo (todos) que a vida tirou da minha vida, nos problemas emocionais que adquiri, mas tudo com um exagero que está longe de ser simples retórica... E a batida que sai com essa mistura de sensações ruins é, por demais, amarga...
Mas, enfim, o importante é saber que vai passar, amanhã mesmo a vontade de chorar desocupa o lote, o coração começa a se espreguiçar e os monstros adormecem novamente, se assim Deus permitir. Vou tentar focar na alegria do presente, que minha princesa está radiante de feliz, meu cunhado que amo agora é meu irmão "de verdade", (Sabiam que eu sou a culpada? Eu que apresentei os dois! Ai, já me sinto melhor! rsrs) e que minha mãe também está aliviada de ter desencalhado mais uma! Mas vou colocar uma pílula do amor em baixo da língua pra ajudar, porque tenho me sentido muito fraca pra conseguir sozinha...
Pronto, desabafei, mas continuarei no divã pra "escutar" vocês!

"E o teu medo de ter medo de ter medo, não faz da minha força confusão..."

terça-feira, 3 de agosto de 2010

♫ Era uma casa muito engraçada...♪

Vou dar um tempo de falar do casamento alheio, pelo menos até o capítulo final, mas uma notinha eu preciso dar, antes de mudar de assunto. Ontem o Casal PT [o noivo também ficou na garupa do Bozo na despedida de solteiro dele, mas eu não estava presente para relatar aqui os detalhes, não tanto pela cabeça de cima, pois boto fé no meu lado Pagu, mas pela falta da de baixo mesmo] estava cantando em uníssomo, "casamento não, casamento não, casamento nananinaninanão". Bem, não sei o que comentar...

Às vezes penso que têm coisas que só acontecem em minha casa... O que me fez pensar isso hoje foi o papel higiênico saindo igual a durex quando perde a ponta e a gente só consegue tirar um fiozinho, sabe? E nem é daqueles vagabundos com cor de papel reciclado que dá pra ralar um pepino não, minha mãe compra daqueles caros, macios, perfumados, em tons pasteis, com aloe vera e vitamina C! Acho bonita essa preocupação com a saúde do olho que nada vê, imagina se ele fica gripado, como não seriam os espirros?

Outra coisa estranha por aqui, sempre que coloco um par de meias pra lavar só volta um pé. (Tirando minha meia vermelha de infância, estampada com o Pernalonga com cara de autista, essa sempre volta intacta!) Nunca tinha entendido isso, até ouvir falar que existem duendes que escondem coisas. Sim, porque não são só pés de meia que somem na minha casa. Mas toda vez que peço a São Longuinho para encontrar ele encontra, o que me fez deduzir recentemente que o duende é o próprio São Longuinho, um santo carente que gosta que as pessoas precisem dele, e por isso ele mesmo esconde as coisas. Parei de dar pulinhos e gritinhos como uma louca pelos cômodos. Mas continuo usando pares de meia trocados.

Os eletrodomésticos também são estranhos... A máquina de lavar dança break ao som da geladeira, que faz um ruído que deixa os lererês do pagode e os ioioiôs do reggae na sola! A TV da sala também tinha sua característica animada, ela desligava sozinha e desconfio que, além de masoquista, ela era argentina, pois apagava na hora dos gols do Brasil na copa e só voltava com uns bons tapas. E não são eletrodomésticos velhos, eis o mistério! [A TV foi substituída depois de ficar 24 horas ligada na assistência técnica e não desligar nenhuma vez! O Brasil já tinha sido eliminado.]

E no lugar do portão eletrônico deve ter uma cabeça de bode enterrada, pois o troço quebra todo mês! E não adianta dizerem que foi porque já o atropelei algumas vezes, ele foi retirado para desempenar e as roldanas foram trocadas, mas ele continua enguiçando. Será que tem a ver com a imortalidade da correição de formigas que moram conosco? Se elas resistem a qualquer receita infalível por que não podem estar corroendo o portão com sua força nuclear (?)? Ou será a corrente de ar exlusiva que traz todo o lixo da rua diariamente para nossa garagem, entulhando o trilho com pedrinhas microscópicas?

Bem, vou parar por aqui, antes que perca o sono com medo dos meus livros começarem a fumar, como na ilustração do blog, ou que todos os pés de meia perdidos apareçam saltitando diante de mim. Vou tomar um bom banho naquele chuveiro que mais parece uma frigideira antiaderente, com o sabonete de nozes que mamãe adora e que por pouco não como em minhas alucinações abstinentes para entrar no vestido de madrinha.

"A telha esquenta e cobre
Quando de noite ela deita
A gente pensa que escolhe
Se a gente não sabe inventa"

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Estou de luto, minha amiga vai casar!


Pois bem. Após o Chá de Moda Íntima Zoo veio a surpresa para a noiva, que já temia a incoerente tranquilidade de suas convidadas. Seus olhos foram vedados, e, ao som de música de go go boy (tentei procurar no Grande Oráculo Google - irmão de um amigo meu -  o nome da maldita mas não primo pela paciência, e todo mundo sabe qual é) e com uma amiga fazendo carinhos que despertasse desconfiança na pobre (só a desconfiança mesmo, gente), fomos vestir nossa camiseta-protesto, onde se lia, "Estou de luto, minha amiga vai casar!". Observem que o protesto pode ter várias vertentes: o receio que a amiga vire mulherzinha e sua moeda passe a ser o sabão em pó, não mais a cerveja; a manifestação calada daquelas que estimam a solidão de suas escovas de dente, mas que são injustamente taxadas de encalhadas; ou aquelas que estavam desenvolvendo erupções cutâneas de tanta inveja, caso de 92% do quórum.
[NOTA: minha escova de dentes ficará mesmo sozinha, a noiva é a única pessoa com quem ainda divido o banheiro! Amanhã tenho sessão com a terapeuta...].
Depois que a nubente pôde ver que não se tratava de 1,90 metros de escassez de tecido adiposo alisando suas pernas, muito menos de seu noivo fazendo isso (sim, esta ideia brilhante passou pela sua cabeça), e de sua surpresa com a sagacidade da manifestação das amigas, foi a vez de incrementarmos a indumentária dela com um veu e uma grinalda muito podicrê e irmos pro boteco, ou será que ela achou que ninguém testemunharia isso?
Não só testemunharam como colaboraram, fomos em todas as mesas do bar pedir dinheiro para a lua de mel, ao som de "primeira bateria, vira, vira, vira". Acontece que perdemos a contagem das baterias, a noiva interditou o toilette (o 1 e o 2 são inocentes, neste caso). Depois de muita luta vã e várias opiniões esdrúxulas ("dá água com gás pra ela", "enfia o dedo na goela dela", uma colherada de azeite, borra de café, umburana, baraúnas, pé de cana, xique-xique mel da cana, óleo de ricino, cicuta!] o jeito foi o gerente chamar um convidado com braços poderosos que nenhuma de nós tivemos para tirá-la de lá ... O nome dele é SAMU.
Lá vamos nós para o terceiro round, agora só para a desfalecida e a irmã culpada, no carro do rebocador, aquele que tem escrito na dianteira um nome engraçado, todo de trás pra frente... As enlutadas, por consenso, permaneceram no local pois todas sabiam que um excesso de préstimos dali pra frente retomaria a festa e um hospital não é lugar apropriado... [Se bem que àquela hora estavam todas realmente com caras de luto, gestos preocupados e olhares culpados...]. Mas ao menos ELAS relaxavam tomando uma gelada... :|
Enquanto isso, a já glicosada bebum batia altos papos com os paramedicos, sobre o quão seu noivo é maravilhoso, talvez já numa tentativa inconsciente de acalmá-lo no dia seguinte; explicando o que tinha comido, inclusive apontando para o retorno de tudo; e sobre como Dom Jose Cuervo é muito mais gente boa que esse tal de Samu; ao mesmo tempo que dizia pra mim, ao menor sinal de distração da equipe, "relaza, vvvvai figá zuzobem, eu eu zenho um blano".
Eu, ingenuamente sem dar importância para o blano dela, a deixei se reidratando e fui acompanhar os médicos até a saída, me desculpando por usar o equipamento público para um resgate tão ínfimo, blablablá (Eu estava sóbria. Mas é que tinha um médico gatinho, que quase me interna junto depois dessa tentativa descabida de papo cabeça!), quando ouço um burburinho de pacientes, acompanhantes, médicos e funcionários: a pessoa tinha arrancado o soro, me puxou pela mão e saímos correndo!
Algumas das cúmplices do drama etílico já estavam providencialmente lá fora, entramos no carro e, isso mesmo, fugimos do hospital... Afinal, tudo lá era incômodo, e nada melhor que capotar em casa depois do ufa! O problema é que ela achou falta de consideração com o resto da tropa que permanecia no bar, a essa altura quase trocando de lugar com ela! Enfim, foi isso mesmo, mesmo!, voltamos para o local do crime. [Não sem antes parar pra tirar foto pegando o letreiro com o nome do hospital! Eu não disse que retomariam a festa?]
Considerações finais:
Depois de um suco de laranja, uma água sem gás e trocentos cochilos para ela; duas cervejas e o relato de toda a aventura para mim; muitas gargalhadas de todas e a proibição de mencionar a palavra tequila, finalmente, vamos pra casa! Pra mim era hora de começar, mas, o que a gente não faz pela família...
Ah, o dinheiro da lua de mel foi justamente utilizado para saldar a conta! Porque amiga é amiga...

domingo, 25 de julho de 2010

O Casamento da Princesa - Capítulo III

Eis que deu-se a despedida de solteira... Primeiro houve um tal Chá de Lingerie. Quando propuseram fiquei pensando em como seria aquilo: Será que temos que vestir nossas melhores lingeries e ficar tomando chá e comendo sequilhos? Não, pelo que conheço da lista de convidadas (Alta concentração etílica de progesterona!), elas não passariam uma tarde tomando chá, e o fato de estarem todas de lingerie tornaria isso constrangedoramente lésbico. Já sei, a noiva é quem tem que desfilar de lingerie! Igualmente sem sentido para uma "plateia" exclusivamente feminina e hetero, fora que seria a visão do zoológico, visto que a noiva está guardando para fazer tudo que o esteticismo permite no Dia da Noiva, incluindo a depilação.

Ok, disseram que é nos moldes do Chá de Panela, sendo que a noiva deveria ser presenteada com lingeries. Mas naquele a noiva não ganha só panelas, minha irmã, por exemplo, só ganhou copos e kits para vinho. E o que uma pessoa fará com cinquenta sutiãs? Agradar ao noivo? HAHAHÁ, preciso dizer que homem não repara nem na cor? Se bem que há duas peças que ele irá reparar, uma é uma calcinha do flamengo, inclusive ela corre o risco de ficar na mão (nunca usei essa expressão de forma tão literal!), pois ele achará o máximo e talvez não a tire; e a outra tem um buraco estratégico que o fará achar um absurdo sua jovem esposa vestir-se com uma calcinha rasgada, em plena lua de mel! E pode ser que note também algumas ditas sexys, mas que, eu no lugar do homem teria espasmos de riso: fiozinhos com laçarotes roxos na bunda, babadinhos de (argh) oncinha/zebrinha/coelhinhopeludo/vaisefuder, conjuntos onde fica difícil distinguir qual a parte de cima e qual a de baixo! Eu preferi presenteá-la com um pijama de algodão elegante, diga-se de passagem, o único que ela irá usar, juntamente com uma calcinha de algodão que lhe foi dada de brincadeirinha, confortável e que não é de um tamanho que só caberia bem na Barbie!

Mas valeu a brincadeira, mais pela reunião de um monte de mulheres inteligentes, bem humoradas, lindas e insanas, regada a cerveja, muita imaginação e conclusivas gargalhadas. A noiva estava radiante pelo encontro e o carinho de amigas de fases e jeitos tão diferentes, e já pode ajudar no orçamento financeiro da casa montando uma banca de lingerie na feira, mas no sex shopp mais próximo faria mais sucesso! Eu só não seria freguesa, realmente, "sou do camarão e ensopadinho com chuchu"! :)

E a noite estava apenas começando...

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Planeta Voluntários apoía a Campanha 2010, Tome uma Atitude!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

"Não tenho nada em comum nem comigo mesmo..."

No momento encontro-me num retiro (forçado pela fadiga) aos redores do meu planeta de origem.

Talvez eu me ausente um pouco, a comunicação virtual aqui deixa muito a desejar, algumas tentativas com(desa)provaram. O dialeto sempre me pareceu simples, mas a linguagem, por vezes, é de difícil compreensão, além de os assuntos cotidianos poderem se tornar um tanto... enfadonhos. (Posso imaginar expressões de muxoxo!)

Espero poder trazer lembracinhas locais, afinal, embora não seja lá um lugar muito hóspito (acho que essa palavra não existe, mas eu gostei dela, não sou Guimarães Rosa, nem Chico Buarque, mas aqui no meu planeta também posso criar neologismos) é rico em matéria-prima!




domingo, 18 de julho de 2010

Nem tudo - Zélia Duncaralho!

"Nem tudo que reluz corrompe
Nem tudo que é bonito aparenta
Nem tudo que é infalível se aguenta
Nem tudo que ilude mente
Nem tudo que é gostoso tá quente
Nem tudo que se encaixa é pra sempre
Nem tudo que é sucesso se esquece
Nem todo pressentimento acontece
Nem tudo que se diz tá dito
Nem tudo que não é você é esquisito
Nem tudo que acaba aqui
Deixa de ser infinito"

A conexão Brasília/Minas Gerais em minha vida, seja pela naturalidade, seja pela descendência, seja pela afinidade, foi/é/sempre será deliciosamente intensa! Obrigada por tudo, minha Flor de Minas!

♪ Pegar carona nessa cauda de cometa... ♫

Ia escrever randômicas de uma semana agitada mas mal lembro o que fiz ontem! Aliás, particularmente, de ontem eu lembro, embora previsível, a noite tornou-se inesquecível, simplesmente por reconhecer (Na verdade eu já sabia, autossabotagem MODE ON!) que minhas expectativas não combinam com seus destinatários, ou seja, me chateei comigo mesma! Se for pra idealizar, atribuamos atitudes proporcionais à capacidade do receptor, príncipes não viram sapos só porque a gente quer! [É isso mesmo, não inverti, é que nunca gostei de príncipes!].

Esses reconhecimentos inesperados poderiam ser até bons se a pessoa não jogasse esterco em cima pra tapar o buraco, se é que me entendem... Na ânsia de não ir dormir ao som do mantra "sou uma idiota", fiz comigo mesma exatamente o que reconheci acima, algo que não condiz com minha capacidade emocional no momento, pois ET's também não viram terráqueos só porque querem, a naturalização intergalática exige testes complicadíssimos! (Fui longe, agora, peguei carona na cauda do cometa!). Enfim, consegui ir dormir ao som de "sou uma PERFEITA idiota".

Dever de casa: catárticos de plantão, porque a gente se maltrata tanto de vez em quando? Alguém gostaria de responder? Já deitei no divã.

domingo, 11 de julho de 2010

O Casamento da Princesa - Capítulo II

Na verdade não é a festa, são as festas! Semana passada houve o Chá de Panela, mas os noivos optaram pelo Chá Bar, embora tenha parecido mais um Chá de Copos. Realmente, os amigos acertaram nos presentes, considerando a utilidade: ganharam copos e mais copos, balde de gelo, abridor de garrafa, petisqueiras e um decantador de vinhos, que deixou a noiva superfeliz por achar que se tratava de um vaso para colocar flores. Pro mês ainda terá o Chá de Lingerie (?) e a despedida de solteiro (a), separadas, claro.
No Chá de Copos fizeram aquela brincadeira de praxe, de adivinhar o presente ou virar o copo de cerveja. Nem preciso dizer que ambos erraram todos, de propósito, né, além de já estrearem alguns dos copos, para desespero da noiva. Houve outra brincadeira, esta mais para recordação do casal, na qual cada convidado teria que escrever uma receita para um casamento feliz. É interessante, vou transcrever algumas, lembrando que, apesar de nunca ter usado a receita, portanto, só imaginar o gosto, também mandei a minha. :)

1 - Receita para um casamento feliz
Ingredientes:
- Pílulas azuis
- Amendoim
- Catuaba
- Vaselina
- Anestésico

Modo de fazer:
Colocar tudo numa cama redonda, respirar fundo e colocar pra (não vou transcrever esta palavra, e nem é a que vocês imaginaram...).

2 - Receita para um casamento feliz
Ingredientes:
- 1 quilo de feijão
- 200 gramas de linguiça
- 200 gramas de bacon
- 200 gramas de carne seca
- Uma mulher
- Uma TV
-12 latas de cerveja

Modo de fazer:
Colocar a mulher na cozinha por duas horas e ficar assistindo a TV, bebendo a cerveja. Após as duas horas, abrir a porta da cozinha e servir.

3 - Receita para um casamento feliz

Ingredientes:
Nenhum.

Modo de fazer:
Não casar.

4 - Receita para um casamento feliz

Ingredientes:
- Independêcia
- Cumplicidade
- Paciência
- Admiração
- Camas separadas
- Dois banheiros

Modo de fazer:
Não economize na paciência, ela é a base da receita. A independência e a cumplicidade podem ser divididas em partes iguais. E a admiração jamais pode perder o sabor!
Camas separadas pode ser a gosto, mas é indicado por chefs mais experientes, para que o prato não fique enjoativo. Mas, atenção: dormir de conchinha todo dia pode desandar a receita.
Dois banheiros são essenciais, o homem geralmente tem dificuldade em usar a descarga, além de sempre lembrar que seu intestino funciona, antes de tomar banho, o que não torna o momento nada sexy.
Amor e carinho a gosto, lembrando que esse último, dependendo da marca e da dose, pode causar fortes náuseas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Casamento da Princesa - Capítulo I

Minha irmã vai casar. Há, pelo menos um ano, não há outro assunto em minha casa, já sei tudo sobre o evento: as burocracias da cerimônia tradicional,  a preparação dos noivos (Da noiva, né, o noivo só não casa de abadá porque faz parte da organização a noiva fiscalizar as decisões dele. Deus me dará a honra de nascer homem na próxima estadia!) e a organização da festa, o verdadeiro ritual do babado!
Por exemplo, meu cunhado teve que ser batizado. É bem verdade que ele escolheu a mim e a um amigo para apadrinhá-lo, aquele que me presenteou com uma lingerie sexy-brega-puta-pobre, e combinamos que a cerimônia seria na praia, em Salvador, no dia de Iemanjá, mas o casório será totalmente dentro das convenções católicas, o que nos obrigou a desistir de viajar e comemorar o evento no carnaval. (Mas a cara da minha irmã nos reprimiu mais que os ensinamentos do catecismo.). E ela teve que provar que já o era, fazendo uma tia bater à porta de todas as igrejas de Uberaba atrás de sua certidão de batismo, pois vovô e vovó, seus padrinhos, não colaboraram do além para fazer alguém lembrar o nome do santuário!
Maninha me deu a honra (ou será missão?) de acompanhá-la para escolher o vestido. Conhecendo-a como eu, pensei em comprar um tênis próprio para trilha, pronta para percorrer 18 lojas até encontrar um modelito que a fizesse ficar com a bunda da Juliana Paes e a cintura da Talia (te amo, Brassili!), tal qual não foi minha surpresa quando ela se decidiu na 2ª loja! Apesar de não ter ajudado muito, pois ela sempre respondia às minhas indicações com uma analogia, tipo,"parece um repolho"; "lembra a capa do botijão de vovó"; "se alguém me levantar na rua as crianças acharão que é algodão doce" ou "obrigada, não quero meus seios batendo no púlpito do padre", fiquei com vontade de casar vendo como ela ficou maravilhosa no vestido que escolheu, e sem os milagres do famigerado Dia da Noiva! Uma princesinha, como é querida por tantos.
Lembrar as providências para a festa e a paciência dos noivos já me faz bocejar! Ainda bem que os dois se ajudam, por exemplo, ele colaborou bastante nas demostrações de buffet e do bar temático, que fez questão que fosse o melhor, para tanto, indo à degustação dos drinques de 16 deles. E pensar que ela desculpou-se por não me convidar a ir à degustação dos doces... Deles eu vou lembrar é depois da festa, fia! Mas esta merece um capítulo à parte, vou reunir os melhores momentos dos bastidores, esta saga daria um livro!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

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"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..."
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terça-feira, 6 de julho de 2010

Saldo devedor...

Meus neurônios têm sido as refeições do fechamento contábil do mês de junho, a inspiração acaba indo de sobremesa e a energia vai toda no cafezinho! Mas, mesmo com a casa vazia, estive aqui para tirar a poeira... (Frase processada. A verdadeira informação trazida pelo meu cérebro cansado foi: 'Credo, ninguém mais vem aqui me visitar, não acontece nada de interessante na minha vida e é por isso que durmo às dez da noite, pro dia acabar logo!').

Agora, irei despir-me de minha indumentária de assalariada (fora do) padrão; tirar os durex dos pés (band aid é muito caro para gastar em calos); tomar um banho quente e rápido, senão a energia cai; colocar meu pijama de algodão xadrez, que faz aniversário de 12 anos semana que vem, minhas pantufas de tamanco holandês (nenhuma apologia à Copa, eu já tinha as pantufas) e ler até que meus olhos permitam, o que não deverá passar das dez, lembre-se en passant... 

Quem sabe, amanhã, o lucro acumulado não vomite minha imaginação de volta? (Hum, tá precisando mesmo, esse desfecho foi péssimo! Ops, péssimo seria se fosse prejuízo! HAHAHAHA). Tá, parei.

sábado, 3 de julho de 2010

Eu digo que valeu!

Nem ia falar de Copa do Mundo... Vou sim e, desde já, nada pessoal, minha gente! Aliás, aproveito pra dizer que nada por aqui é direcionado, tenho minhas opiniões, às vezes um tanto quanto atravessadas, e esse espaço é justamente para extravasá-las, passei a vida falando sozinha e enchendo os bolsos da alma... Não se incomodem se um dia eu falar mal de Deus, das crianças ou da natureza, adoro a vida, mas não sou do time que acha que tudo é lindo... "Viver é foda, morrer é difícil...".
Então, o Mundial... Só quero desabafar umas coisinhas que acho um saco. Por exemplo, não sei o que é pior, esnobar tudo que é adversário porque é/foi o melhor ou ficar criticando o time, procurando culpados, pra mim isso é torcer contra. E torcedor metido a técnico? Já me rendeu muitos bocejos no trabalho... Teve gente que chorou, não pela derrota, mas porque perdeu as folgas no trabalho! Isso é até patriótico, brasileiro não gosta de trabalhar! Enfim, chega, tudo isso é muito polêmico, e acabou, né? Se bem que tem quem já arranjou outra seleção pra torcer ou, pior, precisa "urubuzar" a Argentina! Ah não, basta ter que aturar todos os meios de comunicação falando disso até a próxima catástrofe mundial e toda a originalidade do "patriotismo" dessa torcida (?) em minha caixa de e-mails! Eu sou torcedora de um time só, nacional ou mundialmente, portanto, agora vou torcer pelo meu time, até 2014 chegar!
Meu respeito ao Dunga, à seleção e à torcida! E eu nem ia falar de Copa...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Assim são os insetos interiores"

Minhas sensações de hoje estão corroborando uma impressão que ando tendo há um tempo, de que meu mal não é TPM! Ou pode ser sim, só que variando o prefixo: tensão PRÉ ou PÓS menstrual! Senti desde implicâncias banais, como me incomodar com o espirro de uma colega, que mais parece um orgasmo múltiplo; com a cantoria de outra em pleno expediente, torturando a MPB sem o menor escrúpulo; e agora com meu pc, cujo barulho sugere uma decolagem! Até momentos de rebeldia sem (justa) causa, como não ceder meu (1º) lugar no posto médico da empresa para um senhor, pois era por ordem de chegada e, dá licença, cheguei primeiro! (Isso teve um contexto, não sou tão maquiavélica assim...).

E vivi emoções inesperadas também... Precisei retornar a um lugar marcado por momentos tristes, os mais tristes de minha vida, destaque-se, e não esperava sentir aquela confusão de tempos, embora tenha retornado lá por outros motivos. O lance é que o presente me acordou o passado, e senti um misto de fragilidade, impotência e autopiedade que me fazem temer o futuro, por medo de não saber lidar com o sofrimento de quem eu amo... por medo de não saber lidar com a dor... Mas foi só mais um "inseto interior", desses que acampam na alma da gente, e de vez em quando acordam com fome... Mas ele já se recolheu, eu não o alimentei.