terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Satisfaction!

Tentei expressar uma onomatopeia para um espanador em ação, mas não rolou. Vim dar um alô às moscas, afinal, uma delas pode ser meu anjo guardião, lembram? E também para meus poucos, mas fieis e deliciosos seguidores ostensivos: duas tampínhas, uma de coca-cola e uma de skol, e um Extraterrestre! Quando eu tiver "Um bestseller pra chamar de meu" vocês estamparão a primeira página! Ok, enquanto aterrizo, fica a dica do livro da Marian Keyes, uma das autoras de quem eu certamente tiraria algo para montar-me, caso me fosse dada a oportunidade de ser outra pessoa.
Bem, quando demoro a vir é porque o tempo ocioso foi prejudicado pelo tempo, digamos, laboral. É que a contabilidade às vezes enlouquece meus neurônios, que ficam puxando minhas pálpebras para baixo como se fossem persianas e, enfim, metáforas esdrúxulas à parte, só quero saber de dormir! Eu até ia dizer que é porque não tenho nada para falar, mas não é verdade, pois o que não falta por aí, seja in loco ou virtualmente, é asneira pra gente praticar destilação de fel! Hoje mesmo, saí com minha mãe, que cismou em me dar um edredom de presente depois que insinuei que compraria um (ela é adepta dos estampados a la filha do Dunga, e sabe que eu compraria algo mais sóbrio...) e nunca xinguei tanto no trânsito em reles 15 km, entre ida e volta. Tem gente que acha que só não é permitido ultrapassar a velocidade da via, mas que rastejar por ela pode, que não atrapalha nada! Pedestre desfilando na faixa com uma bunda maior que o côncavo do Congresso (passa logo, infeliz!), MOTOQUEIRO achando que é celebridade, avisando que tá chegando igual vaca no pasto (Não lembro de onde tirei isso, mas tem, não tem? Buzina - sininhos...), motoristas de ônibus e seus cotovelos na janela, achando que estão na sacada do hotel e esquecendo de olhar onde andam. Ah, não posso deixar de falar daqueles carros movidos a seta: quando você dá sinal de seta, eles aceleram na outra faixa, já viram? Impressionante! Enfim, essa falta de educação que faz com que meu sonho de consumo seja um motorista, não um carro.
O quebra-cabeça vai bem, enjoei antes de terminar, mas falta pouco. Não falei que a boca de Judas estava embaixo do nariz? E da barba com aparência de ter mais espécies de piolho que o Bob Marley ao morrer. (Será que falar mal de Judas é 'haran'?). [Tá repetindo aquela novela idiota que colocaram a pobre da Giovanna Antonelli pra dublar ela mesma, e 'haran' significa pecado, só não sei como escreve.] Só estou explicando a piada porque já disseram que viajo demais aqui, e eu tenho mania de me explicar, e deixei a terapia, portanto, meu treino nesta área está mais devagar, como as... e os... no trânsito. [Complete como quiserem, resolvi tirar para evitar possíveis achaques...].
Caramba, juro que hoje vim aqui com a intenção de escrever algo tipo, pps adornado com bebezinhos!!! É que tenho me sentido bem sem depender de acontecimentos, ao contrário, é de dentro pra fora! Então, tive vontade de enumerar 100 coisas que me fazem rir sozinha!!! Mas, fico devendo, prometo não entediar ninguém com "dicas do orkut"! Socoooooooooooooooooorro!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Santa paciência!

Oi! (... 17 espirros depois...)
"Há tempo, muito tempo que eu estou longe de casa...". Vim tirar a poeira da casa! Faxina é um bom passatempo para o domingo, coisa que faria com gosto só de pensar na Barbie Fashionsolhos Eliana e sua risadinha de cabra, o Gugu-Me-Engana-Que-Eu-Gosto com aquela cara de "trachédia" dele, o robô da Ana Hickman com pilhas novas e o Faustão e seus 30 anos de clichês. Meus discos e livros agradecem, meu computador e meu quebra-cabeça também! [Ouvi O Teatro Mágico sem chorar, terminei um livro e comecei outro de contos baseados em canções de Chico. A Net TV jamais verá meu dinheiro!].
Minha mãe ganhou um quebra-cabeça (nome apropriadíssimo!) de presente, para incentivar o cérebro, a memória, blablabla. Mil peças minúsculas que antes do juízo final formarão a Santa Ceia! Ontem comecei a montá-lo para encorajá-la, e já ando vendo o mundo em formato de pecinhas, nunca vi tanta facilidade para vícios! Não foi à toa que minha médica proibiu terminantemente o clonazepam em minha vida!
Então, já consegui começar, agora acho que faltam só umas 952 peças!!! E o primeiro rosto que ficou completo foi o de Jesus Cristo, não é auspicioso? Não acho a boca de Judas Escariotes por nada no mundo (será alguma alusão ao beijo da traição?). Ou deve estar embaixo do nariz dele que é enorme (aliás, ele é feipacarai, e desconfio, pela posição na cadeira, que esteja expelindo flatulências). André permanece sem orelha, mas vou encontrá-la, quando parar de confundi-la com dedos. João parece ter tomado bastante vinho e Jacó está com cara de que não aprova nada, nada o comportamento do colega! Tem algum que chama Tadeu? É que os nomes estão em latim e estou traduzindo por analogia. Ele parece suplicar a hóstia! Ou talvez o vinho, vai saber... Mas não acho que seja o pão, Felipe parece precisar mais dele, tá magérrimo! (Tadeu é bem gatinho!).
Bom, acho que até o Natal eu e minha auxiliar (não consegui sair da cadeira para mamãe tentar montar, ela só separa as cores) havemos de conseguir montar o quadro completo, mas preciso descansar um pouco, pois certamente Jesus não segurou a hóstia com o pé, como eu insistia em encaixar antes de perceber que já não estava raciocinando mais! Mas eu gostei da brincadeira, isso me manterá em casa até o dia em que terminar ou, muito mais provável, até o dia em que eu surtar, desmanchar tudo e ir dormir chorando! E sem direito a clonazepam!
Fui agora até a sala de TV e me deparei com o Sílvio Santos. Se pagarem hora-extra no ceu o Panamericano está salvo! Tudo bem, essa foi péssima, maldosa e pra forçar a barra, pois faltou assunto mesmo... Deixa eu ir atrás do nariz de Judas, e quando/se completar o quadro eu trago aqui pra enfeitar!
Uma santa semana a todos!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Constatações randômicas do fim de semana

Passei o fim de semana em casa, eu, minha mãe, “meus discos e livros e nada mais”. Como ser pensante que sou, e isso não é exatamente esnobismo ou qualidade, fico elucubrando de mim para mim mesma, e de vez em quando chego a umas conclusões que tenho vontade de expressar. Vamos lá:

1. Acho que meu anjo da guarda é um pernilongo, uma mosca, um mosquito (nunca soube diferenciá-los), pois sempre tem um perto de mim. Talvez por isso eu nunca tenho conseguido matar uma mosca na vida, algo intrínseco ao meu subconsciente. Meu sonho é uma daquelas raquetes que dão choquinho, mas acho que sentiria remorso, depois dessa constatação...

2. Não há nada mais terno que dormir de conchinha... com o travesseiro ou com minha almofada de rolinho. É sério, não se trata de ataque de carência, sinto uma ternura infantil quando me conforto em meu segundo travesseiro, adoro!

3. Faço mais caretas para mim mesma no espelho que o Jack Laclair! Mas, eventualmente, mando uns beijinhos para minha carinha linda, é só não olhar para a região abdominal!!!

4. Não é novidade aqui no blog que já faço parte da geração passada, aquela que começa a usar a expressão “no meu tempo...”. Mas a constatação tornou-se ostensiva quando fiquei toda feliz por ter comprado um aparelho novo de DVD e o filhinho do meu primo, de cinco anos disse, “por que não comprou um blu-ray, tia?”. Tia o carai, sou sua prima, pirralho!

5. Um dia quero dissertar sobre esdruxulismos peculiares dos seres humanos. Por exemplo, tenho uma amiga que só toma banho de havaianas brancas; outra só consegue passar rímel no retrovisor interno do carro e eu limpo meus óculos com os dedos, como se fossem limpadores de para-brisa, só que presos na parte de cima. Tenho até uma amiga que não gosta de chocolate! (Para ela acho melhor aconselhar uma visita a um psicólogo...)

6. Há um monte de coisas que são rotuladas negativamente que eu acho injusto: limpar as mãos na toalha da mesa, comer algo que caiu no chão, pendurar calcinha no banheiro, cabelo na comida (é só tirar, porra!), não escovar os dentes trinta vezes ao dia, passar um dia sem tomar banho por pura preguiça, consumir produtos com prazo de validade expirado (não ta verde e nem cheirando mal, ponho pra dentro), fazer cocô fora de casa (digo em outros banheiros, não no meio da rua). E aquela do tubo de pasta de dentes amassada no meio? QUAL O PROBLEMA DISSO, MEU SANTO PAI ETERNO?! Gostei desse tema, vou anotá-lo para explorá-lo melhor em outra ocasião! Convenções... 

7. Minha irmã esteve em casa sábado e comentou que o carnaval está próximo... E daí? É que seu quarto parece um carro alegórico. Desisti da cadeira roxa pro computador...

8. Minha mãe me obrigou a fazer compras alegando que não se sentia bem. Pois bem, só comprei produtos cuja marca ninguém nunca ouviu falar. Esnobei o OMO, o Tio João, a Coca-Cola, a Parmalat, a Bombril, entre outras. Só não fiz isso com a Garoto, a Elma Chips e a Antarctica. As pessoas dão a vida para montarem suas fabricazinhas e o mundo capitalista ignora! Injusto, isso. Minha mãe piorou do mal estar! Mas acho que não voltará a senti-lo na hora das compras. Fiquei orgulhosa de mim mesma! (O papel higiênico dissolveu antes de chegar em casa!).

9. Estou virando mãe da minha mãe. A velhice é realmente um retorno à infância, mas não é alegre como a primeira, embora não deixe de acarretar situações engraçadas. Me remeteu a um pensamento de Saramago, que diz que o homem começa a caminhar com quatro membros, depois passa a caminhar com dois e termina caminhando com três – fazendo referência à bengala. Nada a ver falar isso, né?


10. Não tenho mais o que falar. Ou não lembro. Ou cansei. Ou estou sendo muito requisitada no msn. Não, não vou ficar off, vou bater papo e vou abrir o Orkut para colher material humano para outros posts. (Isso ficou parecendo analogia a exames de laboratório, mas, e dái?). Tô é ficando deprê, comecei tão bem... Deve ser a segunda-feira anunciando sua chegada!

Tchau, pessoal!


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

♫ Então é natal, e um ano novo, também...♪

Estava querendo escrever algo otimista como sugere as ocasiões da época, mas, começando com esse título não pude deixar de lembrar o desastre escatológico que é a Simone para com a música alheia. Ainda mais com essa, que já não é nenhuma obra-prima, é como chutar um morto. Também, o que esperar de alguém que cria um sotaque para si mesma? (Descobri esses dias que quem a "lançou" foi Chico Buarque, fiquei boba com isso! Tudo bem, descobri um defeito nele!).
Pois é, mais um ano findo! Pode deixar, vou poupá-los de uma retrospectiva insípida e pessimista e me ater às comemorações que é o que me fazem gostar do mês de dezembro, "deixando a profundidade de lado". Gosto da leveza que isso proporciona aos ambientes, ainda que condicionada (a leveza) por uma maioria que serve-se da ilusão ou da tradição ou, simplesmente, da esperança. Gosto das confraternizações, ainda mais quando dou importância às pessoas que gosto e não às non gratas, ao contrário de outras épocas. Gosto de dar e receber presentes, embora dar tenha se tornado cada vez mais raro, não suporto shoppings e feiras, ainda mais com a euforia causada pelo 13º salário!  Mas também acho uma tremenda hipocrisia recriminar o comércio da época, uma daquelas opiniões em massa que a maioria nem sabe do que/por que fala! (Muito bom isso, aquelas respostas prontas, opinião de alguém, em algum lugar do passado e que foi aprovada pelo crivo "exigente" do povo! "Por que você não gosta do Natal?". E a resposta, com cara de conteúdo: "Trata-se de uma data comercial, blablabla..."). Economizem meu sentido auditivo! E as comidas? Tudo bem que eu raramente ceio, acabo dando mais importância aos bebes que aos comes, mas me contento com o almoço dos dias seguintes, uma semana comendo peru com farofa! E gosto da oportunidade de estar com os meus, já que outras ocasiões para isto são as festinhas dos filhinhos dos meus primos, coisa que deixo para a paciência de minha irmã representar.
Meu Natal em família este ano foi simples, terno e divertido, como sempre é, graças à bela família que Deus me deu. E este ano ainda fui o assunto da noite, por ter entrado na festa errada antes de achar a casa da minha prima! Vou eu, com um peru enorme nas mãos, adentrando a casa alheia e dando boa noite àqueles rostos nem um pouco familiares, mas, como sou o protótipo divino da lerdeza, achei que pudessem ser esposos (as) de fulano (a), ou amigos dos donos da casa. Meu cunhado atrás, pedindo pro povo sair da frente, pois o que ele trazia estava pesado e minha mãe perguntando "você é quem mesmo?". Ai, Jésus, que mico natalino! Quando o mal entendido foi desvendado, não tive coragem de ir à cozinha buscar meu peru de volta, fiquei ocre de vergonha (sim, fui até a cozinha da casa, faltei visitar os quartos à procura de uma cara conhecida). Mas rimos muito quando fui representar pra galera minha entrada esbanjando simpatia na casa do vizinho!
É isso, espero que todos tenham tido a noite feliz que esperavam, com a ilusão, a tradição ou a esperança que faz com que o fim do ano tenha essa cara de recomeço, e que a tenham tido também os que não esperavam nada além de uma noite como outra qualquer! E um ótimo recomeço para os que assim enxergam e para os que por isso optaram e um caminho cheio de surpresas boas aos que prosseguem sua jornada sem esta pausa para a fantasia!!!

"A luz começa na boa vontade da alma - e dos olhos!" - Drummond

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

♫ E é tão bom não ser divina...♪

Estou morrendo de preguiça de escrever aqui... Mas, ao mesmo tempo, preciso desabafar minha intransigência aflorada, nem sei por quê, não estou de TPM, me livrei de algumas malas estragadas graças ao recesso natalino esta semana e não deixei de tomar a pílula branca da serenidade. As orações também estão em dia, as velas, os incensos, a meditação, a terapia, Maracujina, camomila, Florais de Bach, arruda, pé de pato, mangalô, enfim, não sei o que me deixou tão... mula assim! (Um amigo no trabalho me chamou de Seu Lunga... Quem não conhece, pesquise no google, please.).
Talvez seja a quantidade fenomenal de idiotices que a gente recebe por e-mail, muito especialmente nesta época do ano. Não, isso não me tiraria do sério, até porque necessito de material para me inspirar a vir aqui. [Desde já, não é nada pessoal, podem mandar o que quiser, leio se quiser também, e vocês nunca saberão meu limite (in) suportável. (Já escrevi isso hoje...)]. Mas, falemos sério, não aguento mais "feliznataleprósperoanonovo", não dá pra, pelo menos, mudar a frase? Ninguém usa a palavra "próspero", aí em dezembro todo mundo lembra do pobre vocábulo! Tá bom, a maioria nem deve saber o que está dizendo mesmo.
Tem um "cartão" de natal com uns 15 caras com aparente excesso de testosterona, vestidos com uma tanga ridícula (não sei em que categoria está aquilo, cueca, calcinha ou tapa-sexo), gravatinha borboleta vermelha e gorrinho de Papai Noel, que já recebi umas 30 vezes, sempre de mulheres. Acharia mais condizente receber de amigos gays, pois a foto é boiolíssima! Desculpem, meninas, mas aquilo me deprime, e nem é por lembrar que estou em coma sexual não! Outro que também já está na casa das dezenas em minha caixa de entrada é um que "renova o contrato de amizade até 2011", usando um leãozinho igualmente afeminado como símbolo! Teve um petulante que queria renovar até 2050! Meu, não aguento nem a mim mesma por tanto tempo!
Mas o mais interessante foi um falando sobre o sucesso dos pacotes turísticos para URSINHOS DE PELÚCIA DAS DONAS DE CASA INGLESAS! JURO QUE NÃO ESTOU LOUCA, EU RELI O TROÇO UMAS 14 VEZES PRA VER ONDE ESTAVA A PEGADINHA! Não tinha pegadinha, a agência, que deve ser do mesmo dono da fábrica que faz absorvente calmante e papel higiênico vitaminado, oferece excursão para bichinhos de pelúcia estressados (VTNC!). Ainda bem que não tenho um, pois fiquei com ódio até deles depois de ler isso. Das 50 donas de casa que deram férias pros seus bichinhos (pelo que entendi, eles vão sozinhos, deve ser tipo Colônia de Férias!) nem vou dizer o que senti, tenho receio de desejar algo assim pra alguém e a justiça divina me condenar ao limbo. Fora o preconceito, eles só falam em ursinhos de pelúcia. E os outros bichinhos? Senti uma certa compaixão pelo Shoppenhauer, meu pinguim felpudo... Mas já disse pra ele não ficar chateado, ele vai comigo para o show do U2!
Pois é, e depois disso concluo que minha amiga bruxa da vassoura musical está certa, vou parar de perseverar em busca da serenidade e aceitar que eu jamais serei assim, e, além de sócia da Ambev e da Souza Cruz, vou acabar sócia do laboratório que fabrica o Rivotril e terminar num hospital, caso continue tentando abstrair a falta de noção alheia. Isso embola dentro da gente e vira umas bolinhas chamadas de tumor!
E ninguém precisa concordar comigo!

"Quem se diz muito perfeito, na certa encontrou um jeito insosso pra não ser de carne e osso!"

sábado, 11 de dezembro de 2010

♫ "Tempo, mano velho, falta um tanto pra você correr macio..." ♫

Um belo dia mormaçado na capital federal: nublado e quente!
Primeiramente gostaria de agradecer à Santa Luzia, padroeira dos olhos, por ainda estar enxergando! É que, depois de tempos, fui a uma boate essa semana. Meu, não adianta insistir, aposentei pra certos tipos de balada (tinha escrito 'programa', na 'minha época' se falava assim e balada era apenas uma canção romântica... vários sinais da inexorabilidade - ufa! - do tempo!). E olha que ainda me considero no botão da idade! Mas o organismo é o mensageiro do tempo, numa hora dessas, é ele quem lembra que não tenho mais vinte e poucos anos.
Enfim, não sei como saí daquele lugar enxergando! Achei que aquela visão das pessoas em flashes fosse me cegar! Parecia aquelas cenas confusas nos filmes, em que a pessoa tem uma lembrança de um assassinato e, com as mãos sobre as têmporas, vai lembrando de vários rostos em rotação 285! Só não saí correndo como um personagem com síndrome do pânico porque o tempo ainda não está mandando mensagens terminais ao meu organismo! E a trilha sonora? Esse negócio de fazer música eletrônica é uma grande sacada, o cara faz uma música só para todos os CD's de sua carreira, vende horrores e ganha o mundo e a vida! Porque aquele putzputzputzputzputz é sempre a mesma música, não? Bem, aos adeptos, desculpem a ignorância e a insensibilidade ao ritmo, talvez eu esteja sendo horrível.
Mas a luz estroboscópica me deixou meio imbecil, eu perdi meu carro, fui pro lado oposto ao que tinha estacionado, já estava acionando a polícia quando me lembrei do ponto de referência. Tá, confesso, a luz só potencializou o efeito da Bohemia (ou foi o contrário?), e não fui eu quem lembrou o ponto de referência, eu nunca sei onde está o carro! (Lembrei de outra cena de assassinato em filmes, que a mocinha é levada pra um galpão abandonado, com uma aparência meio macabra, onde tenta fugir e fica correndo em círculos entre os obstáculos. É assim que me sinto toda vez que perco o carro nos estacionamentos subterrâneos.).
Mas sobrevivi em mais uma tentativa de me adaptar aos novos tempos! Mentirinha, eu sempre me senti meio deslocada em boates, sempre achei meio patético e, nesse sentido, "ainda somos os mesmos...". Só fui por causa das companhias e da aventura no meio da semana. E valeu a pena passar o dia seguinte enxergando o mundo intermitentemente!
Que bom que a mudança foi aprovada, a combinação de laranja com marrom também me agrada muito! Deixemos assim até as cenas dos próximos capítulos. Já posso até falar do próximo episódio, hoje vou a uma festa 'bombada', não na tentativa de me adaptar a algo, mas para comemorar o aniversário de uma pessoa especial, e, claro, sempre observando cenas esdrúxulas pra vir correndo aqui desabafar! Crítica sim, mas (quase) sempre com conhecimento de causa, afinal, "nossas histórias é que são as contadoras de nós". (Frase do livro "Pequena Abelha", de Chris Cleave. Fica a dica, excelente leitura pra quem curte, excelente oportunidade pra quem não curte começar bem!).


sábado, 4 de dezembro de 2010

Eu seria cômica, se não fosse trágica!!! :)

Xô, fantasmas!
É um triller de terror mesmo. Quando os monstros acordam e sequestram minha inspiração, fantasmas tomam conta do barraco aqui! Mas nada como uma boa poção mágica para adormecê-los até o próximo episódio: otimismo, tempo, sono, ocupação, tranquilidade e milhares de fãs me pedindo para voltar! Hehehe, brincadeirinha, milhares de fãs jamais substituiriam unidades de amigos dizendo que sentem falta da casa cheia! (Hum, posso começar a pensar em dramalhões latinos...).
Sempre lembro de vir aqui, principalmente quando presencio situações que me fazem lamentar que o Código Penal não seja mais maleável em relação a assassinatos, ou por que minha genética ou minha educação cristã ou sei lá o que massacra minha consciência quando tenho vontade de desistir da humanidade e me aprofundar em estudos ufológicos. E tanto a maleabilidade quanto a renegação humana inclui a eutanásia e a mim mesma, pra não parecer soberba. Credo, gente, que parágrafo mais trágico, acho que encarno quando chego aqui e começo a escrever, eu, hein! Mas vai ficar aí, pra um dia eu me esconjurar ou rir ou apresentar pro psiquiatra!
Enfim, mas o dia-a-dia, com sua magia que não consigo transformar em boas histórias sem ser piegas de uma maneira que abomino, mas que, muitas vezes não posso deixar de concordar, acaba me fazendo esquecer que sou uma assassina em potencial, e fico sem assunto para desfiar da forma com que gosto e acho que faço melhor. Não sei se ficou confuso, mas toda essa verborragia foi pra dizer que eu gosto mesmo é de exercitar minha intransigência e, pelos comentários, sei que é isso que agrada, rsrs. Mas, a não ser que eu parta pra ignorância, não há nada sobre o que discorrer hoje...
Vim só para tirar o pó mesmo, mudar um pouco a decoração (depois de quase duas horas tentando centralizar a gravura, desisti, eu e os tutoriais não nos entendemos, eles são prolixos, eu sou pragmática! Mas adorei o fundo laranja, auspicioso, não?) e avisar que a casa não está abandonada, embora a proprietária nunca tenha hora pra voltar! (Opa, um alter ego? Sou mesmo um personagem de mim mesma!).
Pra encerrar e até a próxima sinopse, um presente que ganhei num Belo Horizonte...

Ensario em Fá

"DOses diárias de alegria
REmediam minha ilusão
MInha alma carente busca
FAzer-se aura, luz, clarão
SOLtar-se num leve voo
LAço amistoso onde ecoo,
SIlencioso, na amplidão"

Fernando Soares